Covid-19 leva poupança das famílias a níveis recorde

Impacto das medidas de confinamento sobre o consumo e a incerteza sobre o rendimento futuro sustentam o aumento da poupança das famílias na Europa no segundo trimestre do ano.

A propensão das famílias para a poupança atingiu níveis recorde no primeiro trimestre do ano, tendência que terá tido continuidade no segundo trimestre antecipa uma análise do Banco Central Europeu (BCE) divulgada esta terça-feira.

A entidade liderada por Christine Lagarde sustenta essa expectativa na construção de um indicador mensal qualitativo feito com base no inquérito ao consumidor na Comissão Europeia que se debruça sobre as expectativas das famílias relativamente às suas poupança e sobre o que antecipam para a sua situação financeira.

“O indicador atingiu níveis sem precedentes, apontando para um aumento acentuado na poupança das famílias no segundo trimestre de 2020“, refere o BCE, acrescentando que “isso também se reflete no aumento dos depósitos bancários das famílias desde março de 2020″.

A análise do BCE atribui o disparo dos níveis de poupança dos europeus à combinação de dois fatores. Em primeiro lugar, as medidas de confinamento impostas no combate ao novo coronavírus que ditaram a uma travagem a fundo do consumo das famílias e das suas despesas habituais, levando a “poupanças forçadas, ou por outras palavras, involuntárias”. Em segundo lugar, o BCE refere a incerteza quanto aos rendimentos futuros, e em particular ao risco relativamente ao emprego, o que estará a ditar “poupanças por precaução“.

“A taxa de desemprego esperada explica grande parte da variação histórica da taxa de poupança” refere o BCE, acrescentando ainda que “a poupança forçada parece ser o principal motor do recente aumento na poupança das famílias”.

Em linha com um grande contributo da poupança forçada, o aumento da poupança acaba por refletir-se principalmente no aumento dos depósitos bancários, explica ainda o estudo do BCE.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Covid-19 leva poupança das famílias a níveis recorde

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião