“Compromissos do Estado são para ser cumpridos”, diz presidente da APB sobre Novo Banco

  • ECO
  • 27 Setembro 2020

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos defende que, havendo um contrato que prevê injeções do Fundo de Resolução no Novo Banco, este deve ser cumprido para não prejudicar a reputação do país.

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) defende que o Fundo de Resolução deve continuar a injetar dinheiro no Novo Banco, porque “os compromissos do Estado são para ser cumpridos”. Em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, Faria de Oliveira afirma que, havendo um contrato que preveja essas injeções, um incumprimento seria “extremamente negativo” para a reputação de Portugal.

Os compromissos do Estado são para ser cumpridos. E havendo um compromisso assumido, através de um contrato, o seu não cumprimento em termos de reputação de um país é extraordinariamente negativo”, respondeu o presidente da APB, quando questionado sobre os pagamentos do Fundo de Resolução ao Novo Banco. Faria Oliveira disse ainda que gostava que “fossem ultrapassadas as divergências e a disputa política” em torno deste tema.

Sobre as declarações de Rui Rio, quando questionou se havia créditos do Novo Banco “vendidos completamente ao desbarato”, o presidente da APB preferiu não se pronunciar. Contudo, referiu que “aquilo que parece ser evidente até agora é que o conjunto de ativos de má qualidade que estavam no Banco Espírito Santo (BES) era muito superior ao que foi avaliado na altura da resolução”, o que acaba por trazer “dificuldades adicionais à gestão”.

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