Telecoms já podem cortar serviço, mas prometem analisar situações caso a caso

A suspensão legal aos cortes de alguns serviços, incluindo as telecomunicações, termina esta quarta-feira. Mas as operadoras dizem-se sensíveis e prometem analisar as situações caso a caso.

As empresas que prestam serviços básicos vão voltar a poder cortar o serviço aos clientes incumpridores a partir desta quarta-feira, 30 de setembro. Mas a pandemia continua a propagar-se pelo país e a gerar constrangimentos significativos na atividade económica. As operadoras estão atentas a esta realidade social e prometem continuar a analisar as situações caso a caso.

A Altice Portugal assegura que “a esmagadora maioria dos clientes que solicitaram a inibição ou suspensão” do serviço “têm já estabelecidos planos de pagamento a prestações para os valores em dívida”. Em declarações ao ECO, a dona da Meo frisa ainda que “outras situações de clientes com dificuldades em suportar os consumos de telecomunicações são, e vão continuar a ser, devidamente analisados, de forma individual, pelos departamentos competentes da Meo”.

A postura é semelhante no caso da Nos. A operadora mostra-se “consciente das dificuldades vividas pelos clientes ao longo dos últimos meses”, pelo que “implementou várias medidas que têm como objetivo minimizar o impacto que a pandemia está a ter nas famílias portuguesas”, diz fonte oficial.

“Desde o primeiro minuto, e muito antes da publicação do decreto-lei [com medidas extraordinárias de apoio por causa da pandemia], o qual está a ser cumprido, que a empresa tem demonstrado flexibilidade para lidar com situações de atraso no pagamento de serviços de comunicações”, acrescenta a Nos. “Como parte do nosso compromisso social, esta será uma postura que iremos manter”, promete.

Também a Vodafone é “obviamente sensível ao atual contexto económico e social”, pelo que não é “indiferente às dificuldades financeiras que os seus clientes enfrentam”. Deste modo, “sem prejuízo da eventual extinção ou prorrogação da lei que estabelece regimes excecionais e temporários de resposta à epidemia”, “continuará a analisar cada situação individualmente na procura da solução que melhor responde às necessidades dos seus clientes”.

Questionadas, as três operadoras não revelaram qual o montante global em dívida pelos clientes portugueses. E também não adiantaram quantos clientes estão agora na iminência de ficarem sem serviço após corte, com o fim da suspensão que estava prevista na lei.

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