Prejuízos da Galp atiram Lisboa para queda de 1%

A bolsa de Lisboa cai cerca de 1%, pressionada por uma queda expressiva das ações da Galp Energia. Petrolífera revelou ter tido prejuízos nos primeiros nove meses do ano.

A bolsa de Lisboa recua cerca de 1% esta segunda-feira, dia em que a Galp Energia revelou ter perdido 45 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. A petrolífera desvaloriza 2,55%, para 7,936 euros, contribuindo negativamente para o desempenho do índice nacional.

O recuo do PSI-20, para cerca de 4.100 pontos, acontece num dia de quedas expressivas na Europa. O Stoxx 600 recua 1,1%, enquanto o francês CAC-40 perde 1,3% e o espanhol IBEX cai 1,3%, depois de o governo espanhol ter decretado estado de emergência perante o agravar da pandemia. O alemão DAX desvaloriza 2,7%.

Na praça portuguesa, destaca-se o recuo das ações da Galp Energia perante o resultado negativo de 45 milhões de euros alcançado entre janeiro e setembro, que compara com os lucros de 403 milhões registados no mesmo período de 2019. Desde janeiro que a petrolífera nacional já perdeu 46,47% do seu valor.

Evolução das ações da Galp em Lisboa:

No entanto, o BCP também contribui para o recuo da bolsa de Lisboa com uma perda de 1,42%, para 7,63 cêntimos por ação. A EDP Renováveis desvaloriza 1,24%, para 15,96 euros, e a elétrica nacional EDP cede 0,27%, para 4,367 euros cada título.

Já as ações da Nos desvalorizam 1,72%, para 3,092 euros. Há quatro sessões que a operadora de telecomunicações vinha a ganhar valor em bolsa, mas os títulos estão a corrigir e cedem agora parte desses ganhos.

(Notícia atualizada pela última vez às 8h25)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Prejuízos da Galp atiram Lisboa para queda de 1%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião