Hotéis querem poder funcionar como espaços de cowork, de exposição ou centros de dia

Antecipando uma quebra de receitas, a hotelaria propõe ao Governo ser utilizada para outros fins, entre os quais espaços de cowork, showroom, exposições ou residências assistidas.

Com a entrada em vigor de mais restrições para o país, que afetam diretamente a faturação das empresas, o setor hoteleiro propõe a criação de medidas extraordinárias, que permitam fazer face a esta quebra da atividade. Assim, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) pede ao Governo para que os alojamentos possam ser utilizados para outros fins, tais como escritórios ou centros de dia.

Antecipando que a “hotelaria vai registar nos próximos meses quebras importantes na ocupação e nas receitas”, a associação nota que enviou ao Governo uma “proposta estruturada para que as unidades de alojamento na hotelaria possam ser utilizadas para outros fins, além do alojamento de turistas”, lê-se no comunicado enviado esta quarta-feira.

Assim, e referindo que esta é uma medida já adotada noutros países, a AHP considera fundamental que “parte, ou a totalidade” dos hotéis que estão desocupados ou que estão a acolher estudantes no âmbito de acordos com o Governo possam ser destinados a outras utilizações comerciais, “de curta ou longa duração”, como escritórios, espaços de cowork, realização de reuniões, exposições e outros eventos culturais, showrooms, ensino e formação e, “eventualmente”, centros de dia ou residências assistidas.

“A situação é complexa e estamos todos a lutar pela manutenção das empresas e dos postos de trabalho, pelo que a alteração temporária de uso das unidades de alojamento pode ser uma boa alternativa para muitos empreendimentos turísticos, porque hóspedes, que garantam a sustentabilidade do negócio, não sabemos quando voltaremos a ter“, diz o presidente da AHP, citado em comunicado.

Raul Martins afirma que a associação defende o uso misto dos hotéis “há muito” tempo e que quer o Turismo de Portugal, quer a secretária de Estado do Turismo “mostraram a maior abertura para estas soluções”.

O último inquérito feito pela AHP permitiu antecipar que, até ao final do ano, haverá um encerramento superior a 70% na hotelaria, com “uma perda importante de receitas e dormidas”, sobretudo quando “devido à segunda vaga da pandemia, as restrições estão a aumentar em toda a Europa”.

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