Lisboa sobe pela quinta sessão consecutiva. Galp e CTT travam maiores ganhos

Lisboa encerrou em alta, mas os ganhos podiam ter sido mais acentuados se não fossem as quedas da Galp e dos CTT.

A bolsa de Lisboa encerrou pela quinta sessão consecutiva no verde, com a maioria das cotadas a subir e acompanhando a tendência positiva que se vive no resto da Europa. Contudo, a travar uma subida mais acentuada do índice de referência nacional estiveram as ações dos CTT, da Galp Energia e da Nos.

O PSI-20 somou 0,92% para 4.105,50 pontos, naquela que foi a quinta sessão consecutiva de ganhos. Com a maioria das cotadas a valorizar, Lisboa acompanhou a tendência positiva que se viveu nas restantes praças europeias, com os mercados à espera de saber quem será o próximo Presidente dos Estados Unidos. O Stoxx-600 avança 1,05% para 367,13 pontos, acompanhado pelo espanhol Ibex-35 que sobe 2,05% e pelo francês CAC-40 que ganha 1,24%.

Entre as 18 cotadas nacionais, o destaque foram as ações da Sonae, que somaram 4,17% para 0,55 euros, representando a maior subida desta sessão. Ainda no retalho, a Jerónimo Martins avançou 0,43% para 13,935 euros.

No setor energético, a EDP Renováveis também brilhou ao avançar 3,98% para 17,26 euros, acompanhada pela EDP que valorizou 1,62% para 4,445 euros. Ainda nos pesos pesados, o BCP somou 0,52% para 0,0775 euros.

Pelo contrário, a impedir uma subida mais expressiva do índice bolsista nacional estiveram as ações da Galp Energia que perderam 1,27% para 7,158 euros, isto no dia em que o preço do barril de petróleo está desvalorizar nos mercados internacionais, cotando abaixo dos 40 dólares.

Também a empresa dos correios impediu maiores ganhos em Lisboa. As ações dos CTT caíram 4,44% para 2,15 euros, representando a maior queda desta sessão. Este desempenho acontece um dia depois de a empresa ter reportado uma quebra de 81% nos lucros até setembro devido ao recuo no volume de correio.

Destaque ainda para os títulos da Nos que recuaram 0,13% para 3,096 euros, no dia em que a empresa anunciou que vai avançar para tribunal para “travar” o regulamento ilegal do 5G. A empresa de telecomunicações considera que o documento “promove a discriminação inédita e ilegal à luz do direito nacional e europeu”.

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