Mota-Engil ganha mais três obras em África no valor de 170 milhões

Um estádio e um mercado coberto na Costa do Marfim, além de um conjunto de 12 edifícios de apoio a futura refinaria em Moçambique, vão ser construídos pela Mota-Engil.

A Mota-Engil conquistou mais três obras no mercado africano, em contratos avaliados em 171 milhões de euros.

Na Costa do Marfim, a empresa portuguesa vai reabilitar e expandir um estádio na capital Abidjan, numa encomenda que tem valor de 84,4 milhões de euros.

Em causa estão obras no estádio Félix Houphouët-Boigny, que será completamente coberto e terá capacidade reforçada para 33.000 lugares. Será um dos estádios que vai receber a Taça das Nações Africanas em 2023 e é o segundo que tem a mão da construtora nacional, que em 2018 tinha conquistado o contrato para a construção do Stade de La Paix, também situado na capital.

No mesmo país, a Mota-Engil adianta também foi a construtora selecionada para a construção do Lote B do “Grand Marché” da cidade de Bouaké. Esta obra está orçada em 43,8 milhões.

Este projeto contempla a construção de espaços de comerciais e zonas de serviços e de apoio, tendo o mercado uma área total de 86.000 m2, “representando no final da obra, e concluídos os dois lotes, o maior mercado coberto da região da África ocidental, construído em quase 9 hectares e com mais de 8.000 pontos de venda”.

Por fim, em Moçambique, a construtora liderada por Gonçalo Moura Martins fechou um contrato no valor de 43 milhões de euros que consiste na construção de um conjunto de doze edifícios, dois dos quais em betão armado e os restantes em estrutura metálica (com fundações em betão armado).

Estes edifícios são destinados às principais atividades da futura refinaria como sejam o centro de controlo da operação de refinação, telecomunicações, segurança e bombeiros, edifício de formação, assim como o de armazém de todo o complexo, bem como o edifício destinado a servir de torre de controlo do porto marítimo, refere a Mota-Engil em comunicado.

Este contrato surge depois a de Mota-Engil ter ganho um outro, no valor de 365 milhões de euros, para a construção de uma obra ligada a um dos maiores projetos de exploração gás a nível mundial na próxima década.

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