Investimento público cresce 36,5%. Finanças dizem que está a superar as estimativas

O Ministério das Finanças garante que a execução do investimento público está a superar as suas estimativas. As áreas de destaque são a ferrovia e a saúde.

Sem contar com as parcerias público-privadas (PPP), o investimento público cresceu 266 milhões de euros (o equivalente a 0,13% do PIB) até outubro, de acordo com os dados revelados por fonte oficial do Ministério das Finanças ao ECO esta sexta-feira, em antecipação da divulgação da execução orçamental da próxima quarta-feira, 25 de novembro.

O investimento público até outubro cresceu 36,5% (+266 milhões de euros) face ao período homólogo (excluindo PPP)“, revela o gabinete de João Leão, assinalando que “estes dados superam as estimativas do Ministério das Finanças”. Contudo, estes números até outubro representam uma pequena desaceleração do crescimento do investimento público uma vez que até setembro a subida era de 37,3%.

As Finanças referem que este crescimento reflete “a forte aceleração do investimento público na saúde e nas infraestruturas de transporte público (Infraestruturas de Portugal e Metro de Lisboa)“. Segundo os dados da Direção-Geral de Orçamento até setembro, o investimento estava a subir pela execução dos investimentos no âmbito do Ferrovia 2020, pelo pagamento do valor residual de um contrato de leasing operacional de material circulante por parte do Metropolitano de Lisboa e ainda a aquisição das aeronaves KC-390.

No caso da saúde, o investimento cresce 74% (mais 82 milhões de euros) até outubro, tendo já ultrapassado em setembro o total de todo o ano de 2019. Neste caso, houve aquisições de material médico para as Unidades de Cuidados Intensivos dos Hospitais efetuadas no âmbito do combate à pandemia.

Porém, sobre a saúde, apesar dos valores serem elevados face a anos anteriores, a execução ainda está aquém do orçamentado no Orçamento Suplementar. No total, em julho, a Assembleia da República autorizou um investimento no SNS de 436 milhões de euros em 2020, o equivalente a um aumento de 277 milhões de euros em 2020 face a 2019.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Investimento público cresce 36,5%. Finanças dizem que está a superar as estimativas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião