Novas tabelas de IRS antecipam 200 milhões de euros de liquidez às famílias

As novas tabelas de IRS trazem algum "alívio" para as famílias portuguesas em 2021, deixando 200 milhões de euros por reter.

O Governo já publicou as novas tabelas de retenção na fonte de IRS, que irão vigorar em 2021. O Ministério das Finanças sublinha que as taxas agora divulgadas refletem um esforço de aproximação entre o imposto retido e o imposto efetivamente devido, com vista a “aumentar a liquidez das famílias”. Esta medida terá um impacto de cerca de 200 milhões de euros no rendimento disponível das famílias, ao longo do próximo ano, de acordo com o Governo.

Estas novas tabelas não refletem uma baixa de IRS, mas antes um ajuste nas taxas de retenção. Isto querer dizer que o alívio que os portugueses vão sentir em 2021 todos os meses será por conta de um reembolso menor que vão ter em 2022 quando acertarem as contas com o Fisco.

Segundo o Governo, as novas tabelas refletem a “aproximação entre o imposto retido e imposto a pagar”, que “visa aumentar a liquidez das famílias, sobretudo as de classe média e aquelas cujo rendimento foi afetado em consequência da crise pandémica”.

Tal como já estava previsto no Orçamento do Estado para 2021, esta medida garantirá às famílias portuguesas uma liquidez adicional de 200 milhões de euros, ao longo do próximo ano. Em causa está um “grande impacto no rendimento disponível das famílias”, destaca o Ministério das Finanças.

O Governo sublinha, além disso, que tem vindo a ajustar as tabelas de retenção na fonte de IRS ao longo dos últimos anos, pelo que as taxas agora conhecidas dão “continuidade à ação de esbater o diferencial entre nas tabelas de retenções na fonte onde existe o maior desfasamento entre o valor das retenções realizadas e o valor final de imposto a pagar pelos trabalhadores dependentes”.

Ainda falta praticamente um mês para o próximo ano, mas o Executivo decidiu publicar já as tabelas de retenção (em vez de em janeiro, como nos últimos anos), de modo a dar “previsibilidade no processamento de salários e pensões, cujos sistemas têm de ser adaptados”.

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