Marcelo pede “contenção” aos portugueses no Natal

O Presidente da República avisou que a renovação do estado de emergência "pressupõe" um "contrato de confiança" entre todos os cidadãos e apelou à "contenção" na celebração do Natal.

O Presidente da República pediu aos portugueses “contenção” nas celebrações do Natal, alertando para o risco de um “agravamento da pandemia” de “efeitos imprevisíveis no tempo e na dureza dos sacrifícios e restrições a impor”.

No dia em que o Parlamento aprovou mais uma renovação do estado de emergência, a manter-se em vigor pelo menos até 7 de janeiro, Marcelo Rebelo de Sousa deixou um recado aos portugueses: a renovação “pressupõe” um “contrato de confiança” entre “nós e todos os outros nossos compatriotas, que sofrerão na vida, na saúde, no desemprego, nos rendimentos, por causa do que tivermos feito ou deixado de fazer neste Natal”.

A mensagem publicada no site da Presidência da República salienta a necessidade de “celebrarmos o Natal com bom sendo, maturidade cívica e justa contenção”. Caso contrário, uma terceira vaga da Covid-19 poderá surgir em janeiro.

“E não haja ilusões. Não haverá senão um número muito pequeno de vacinados em janeiro — os que tiverem recebido a segunda dose a partir de 27 de janeiro –, e, muito menos haverá, nem em janeiro, nem nos meses imediatos, os milhões de vacinados necessários para assegurar a ampla imunização que trave a pandemia”, aponta o chefe de Estado português.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “só o cumprimento desse contrato de confiança poderá evitar o que nenhum de nós deseja: mais casos, mais insuportável pressão nos cuidados intensivos e mais mortos”.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h34)

Leia na íntegra a mensagem do Presidente da República:

Ao renovar, até 7 de janeiro de 2021, o estado de emergência, quero recordar o contrato de confiança que essa renovação pressupõe entre todos os Portugueses, ou seja, entre todos nós. Ou celebramos o Natal com bom senso, maturidade cívica e justa contenção, ou janeiro conhecerá, inevitavelmente, o agravamento da pandemia, de efeitos imprevisíveis no tempo e na dureza dos sacrifícios e restrições a impor.

E não haja ilusões. Não haverá senão um número muito pequeno de vacinados em janeiro – os que tiverem recebido a segunda dose a partir de 27 de janeiro –, e, muito menos haverá, nem em janeiro, nem nos meses imediatos, os milhões de vacinados necessários para assegurar uma ampla imunização que trave a pandemia.

Só o cumprimento desse contrato de confiança poderá evitar o que nenhum de nós deseja: mais casos, mais insuportável pressão nos internados e nos cuidados intensivos e mais mortos.

Um contrato de confiança, que não é entre nós e o Estado, o Presidente da República, a Assembleia da República ou o Governo, mas entre nós e todos os outros nossos compatriotas, que sofrerão na vida, na saúde, no desemprego, nos rendimentos, por causa do que tivermos feito ou deixado de fazer neste Natal.

Natal que, por definição, é tudo menos tempo de egoísmo. É tempo de dádiva, de partilha, de solidariedade. Que a dádiva, a partilha, a solidariedade neste Natal de 2020 se traduza, no que dependa de nós, em poupar da pandemia os nossos familiares, vizinhos, amigos, que o mesmo é dizer, o nosso Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa

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