Transferências MB Way passam a ser grátis, mas têm limites

Banca passa a isentar comissões para transferências até 30 euros, num máximo de 150 euros por mês. Mas há instituições financeiras que vão mais longe, como o Santander, Novo Banco e Montepio.

As transferências por MB Way passam a ser gratuitas a partir desta sexta-feira. A lei que altera as comissões bancárias entra em vigor com o arranque do ano e as isenções aplicam-se a operações até 30 euros, num máximo de 150 euros ou 25 transferências por mês. Todos os bancos têm de adotar estas regras, mas Santander, Novo Banco e Montepio vão além do previsto pela lei.

Após muita discussão, o Parlamento aprovou, em julho, um pacote legislativo que coloca limites nas comissões que os bancos podem cobrar no MB Way. A iniciativa deveu-se a alterações feitas por uma série de instituições financeiras ao longo de 2019 que começaram a cobrar por este serviço, numa altura em que as margens do setor estavam sob forte pressão. Era o caso da Caixa Geral de Depósitos, do BPI, do BCP, do Santander e do Crédito Agrícola.

Todos têm a partir desta sexta-feira, dia 1 de janeiro, de aplicar a lei e isentar as comissão para os três milhões de utilizadores da aplicação da SIBS, gestora da rede Multibanco. Os bancos passam a ser obrigados a isentar comissões nas transferências MB Way em 150 euros ou 25 transferências de até 30 euros cada. Nas transferências acima deste patamar passa a ser aplicada uma taxa igual ao do regulamento de transferências da Comissão Europeia, na percentagem de 0,2% para cartões de débito e 0,3% para os cartões de crédito.

Mas há bancos que já anunciaram que vão mais longe. É o caso do Santander, que vai isentar todas as transferências MB Way “sem limite de montante e de número de operações realizadas”. De acordo com a instituição liderada por Pedro Castro e Almeida, através da utilização de um cartão Santander, os clientes poderão realizar transações através do MB Way “de forma gratuita, seja na app do banco ou do MB Way”.

O mesmo acontece com o Novo Banco. “Apesar de o ter previsto em preçário, o Novo Banco não cobra quaisquer comissões de transferências MBway aos seus clientes, nem prevê vir a fazê-lo no curto prazo”, explicou fonte oficial do banco liderado por António Ramalho.

O Banco Montepio nunca cobrou comissões no MB WAY e vai continuar a fazê-lo até 31/03/2021, seja qual for o valor ou a operação. Sem letras pequeninas nem asteriscos”, aponta o banco que também não irá cobrar taxas, pelo menos, até final de março. O ECO questionou outros bancos sobre como planeavam aplicar a lei, mas não obteve resposta. Não há igualmente alterações nos preçários.

Além da limitação da cobrança no MB Way, a lei prevê também o fim de algumas comissões tipicamente associadas ao crédito. Nomeadamente, as comissões nos distrates associadas à extinção ou rescisão de contratos e nas renegociações do crédito. As declarações de dívida para fins sociais — como por exemplo para apresentação em escolas ou creches — também passam a ser gratuitas até a um limite de seis por ano. E acabam as comissões exigidas pelos bancos pelo processamento das prestações do crédito, mas só nos novos contratos, ficando de fora os já existentes.

(Notícia atualizada dia 4 de janeiro com resposta do Montepio)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Transferências MB Way passam a ser grátis, mas têm limites

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião