Vendas da Jerónimo Martins sobem 3,5% e grupo distribui 20 milhões aos trabalhadores

Apesar da pandemia, as vendas da Jerónimo Martins subiram 3,5% em 2020, para 19.293 milhões de euros. Grupo distribui 20 milhões de euros aos colaboradores.

As vendas do grupo Jerónimo Martins cresceram 3,5% em 2020 e alcançaram 19.293 milhões de euros. O “forte desempenho” da dona do Pingo Doce foi registado num ano atípico de pandemia, marcado por confinamentos em toda a Europa e por restrições generalizadas no comércio.

Numa nota sobre as vendas preliminares, enviada à CMVM, o grupo indica que fecha 2020 “com forte desempenho marcado por uma ação mais do que nunca focada nas necessidades do consumidor, num contexto particularmente difícil”

Este crescimento, que foi de 6,7% a taxas de câmbio constantes, assenta sobretudo no negócio na Polónia. As vendas da cadeia Biedronka subiram 6,7%, para o equivalente a 13.465 milhões de euros, enquanto as vendas do Pingo Doce em Portugal caíram 1,9%, para 3.869 milhões de euros.

Em simultâneo, as vendas do Recheio afundaram 15,9%, para 847 milhões de euros. As da cadeia Ara, na Colômbia, cresceram 8,9%, para 854 milhões de euros.

“A exigência sem precedentes de 2020 colocou-nos à prova e convocou-nos a darmos o melhor de nós. Num contexto pandémico marcado por uma incerteza muito elevada, as nossas equipas superaram-se e asseguraram um notável crescimento ao nível do grupo, ao mesmo tempo que reforçaram a competitividade em todas as insígnias”, considera o presidente executivo da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, numa mensagem que acompanha o relatório.

Restrições no fim do ano pesaram mais

No que respeita ao negócio em Portugal, o grupo declara que as “regras de confinamento em vigor no quarto trimestre foram, para o setor do retalho alimentar, as mais restritivas desde o início da pandemia”.

“A partir do segundo fim de semana de novembro, a imposição do recolher obrigatório à uma da tarde aos sábados e domingos, com obrigação de encerramento à mesma hora das lojas alimentares com mais de 200 metros quadrados, em grande parte dos municípios do país (incluindo Lisboa e Porto), afetou significativamente a atividade económica”, confessa a empresa.

Apesar do período mais desafiante, o Pingo Doce “reforçou a sua dinâmica comercial e de comunicação e manteve a sua expansão, conseguindo mitigar o impacto da perda de horas de vendas ao fim de semana e entregar as vendas do trimestre sensivelmente em linha com o quarto trimestre de 2019″.

Grupo distribui 20 milhões aos colaboradores

Na mesma mensagem que acompanha o relatório, o líder do grupo Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, informa que foi aprovada a distribuição de 20 milhões de euros pelos colaboradores por ocasião do Natal.

“Foram doze meses de superação conquistados pelo trabalho dedicado das nossas equipas, especialmente das que trabalham nas lojas e nos centros de distribuição, que deram o seu melhor para servir os consumidores em circunstâncias de grande imprevisibilidade e de fortíssima pressão”, indica.

Assim, “neste contexto excecionalmente difícil, que exigiu das nossas equipas na linha da frente uma grande resiliência, o Conselho de Administração aprovou, em reconhecimento do seu compromisso e sentido de missão, a distribuição, por ocasião do Natal, de um valor equivalente a cerca de 20 milhões de euros ao nível do grupo”, conclui.

(Notícia atualizada pela última vez às 18h01)

Evolução das ações da Jerónimo Martins em Lisboa:

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