Free Now já só aceita novos carros se forem elétricos

Desde 1 de janeiro que a Free Now só aceita o registo de carros elétricos na plataforma em Portugal. A aplicação quer que metade da frota seja 100% elétrica até 2025 na Europa.

A aplicação Free Now, que resultou da fusão da Kapten com a myTaxi, só aceita a inscrição de novos automóveis se estes forem elétricos. A medida entrou em vigor no início deste ano e faz parte da estratégia da aplicação de transporte para tentar alcançar a neutralidade carbónica ate 2030.

“Este ano, a Free Now em Portugal vai aceitar a entrada de novos veículos na sua frota se os mesmos forem elétricos“, indicou a empresa num comunicado. Além disso, a empresa manterá em vigor o incentivo para o registo de elétricos através de uma comissão mais baixa cobrada aos motoristas: cobra 13,5% a quem conduz carros elétricos, contra os 15% cobrados aos restantes motoristas.

Segundo a aplicação, atualmente já 8% da frota ao serviço da aplicação é totalmente elétrica. A intenção da empresa é, também, a de que metade da frota automóvel ao seu serviço em toda a Europa seja 100% elétrica em 2025.

Para os consumidores também há um incentivo à escolha de viagens mais sustentáveis: “A Free Now reduziu em setembro de 2020 as tarifas aplicadas na opção Ride Eco em cerca de 8% face à tarifa normal (valor variável entre 8 e 10% dependendo da duração e distância da viagem)”, abrangendo a frota de transporte individual de carros elétricos.

“É óbvio que estas alterações representam um esforço acrescido para a empresa, mas que são necessárias para mostrarmos que estamos empenhados em cumprir os nossos objetivos”, indica Sérgio Pereira, responsável da Free Now no mercado português.

Esta decisão da Free Now surge meses depois de a Uber ter adotado uma medida semelhante. Como noticiou o ECO na altura, a aplicação concorrente deixou de aceitar a inscrição de automóveis híbridos e de carros com motores a diesel ou a gasolina no passado dia 16 de julho de 2020, aceitando agora apenas carros “integralmente elétricos”.

A transição para motores mais amigos do planeta está relacionada com o flagelo do aquecimento global, agravado pelas emissões de gases com efeito de estufa que provocam estas alterações climáticas.

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