Portugal tem segunda maior taxa de licenciados em engenharia da UE

  • Lusa
  • 14 Janeiro 2021

Portugal tem a segunda maior taxa da União Europeia de licenciados nas áreas de engenharia, indústrias transformadoras e construção, com 20%, revela o Eurostat.

Portugal, com 20%, tem a segunda maior taxa da União Europeia (UE) de licenciados em “engenharia, indústrias transformadoras e construção”, segundo um boletim esta quinta-feira divulgado pelo Eurostat, no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da UE.

Com o objetivo de dar a conhecer melhor Portugal, o gabinete estatístico europeu divulgou alguns dados, com base a 01 de dezembro de 2020, sobre o país que, desde 01 de janeiro e até 30 de junho próximo, detém a presidência semestral do Conselho da UE.

Para além da segunda maior taxa de licenciados em engenharia, Portugal é o principal produtor de bicicletas na UE, o maior exportador de azeitonas e detém a quarta maior frota pesqueira (7.700 embarcações).

Relativamente ao conjunto dos 27 Estados-membros, o peso relativo de Portugal na área da UE é de 2,2% (92.200 km2), o de população é de 2,3% (dez milhões de habitantes) e o do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,5%.

A ‘tradução’ de Portugal em números destaca ainda que o PIB ‘per capita’ nacional é de 20.740 euros, 79% da média da UE (31.160 euros).

Ainda no campo económico, Portugal apresenta uma taxa de inflação média anual de 0,3% (UE 1,4%) e uma de 18,2% de investimento (UE 22,1%).

A carga fiscal, medida em receita fiscal em percentagem do PIB é também menor em Portugal (36,8%) do que na média da UE (41,1%).

Portugal tem uma densidade populacional de 113 pessoas por km2, acima das 109 da UE, apresentando uma maior proporção de população acima dos 65 anos (21,8%, que se compara com 20,3% da UE) e uma menor de menores de 15 anos (13,7%, face aos 15,2% da UE).

A taxa de desemprego dos jovens é de 18,3% (UE 15,0%) e o risco de pobreza ou exclusão social de 21,6% (UE 20,9%), enquanto, por seu lado, a taxa de emprego dos homens é de 79,9% (UE 79,0%) e a das mulheres de 72,7% (UE 67,3%).

No que respeita à educação, e apesar da boa prestação nas licenciaturas em engenharia, a taxa de escolarização do ensino superior é de 36,2% da população dos 30 aos 34 anos (UE 40,3%).

O abandono precoce de educação e formação abrange 10,6% da população entre os 18 e os 24 anos (UE 10,2%).

No âmbito da ciência e tecnologia, a despesa nesta área é de 1,4% do PIB (UE 2,19%), sendo a taxa de população empregada em atividades industriais de alta e média-alta tecnologia de 3,3% (UE 6,2%).

As emissões de gases com efeito de estufa aumentaram 18,9% em Portugal desde 1990, em contraciclo com a média dos 27, que apresenta um recuo de 20,74%, mas Portugal tem uma prestação superior à média na contribuição de energias renováveis para o consumo final (30,3%, face aos 18,9 da UE).

No entanto, a dependência energética – o peso das importações no consumo de energia – é de 75,6% em Portugal, ficando-se pelos 58,2 na média da UE.

“Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital” é o lema da presidência semestral portuguesa da UE que tem como grandes objetivos uma Europa Resiliente, Verde, Digital, Social e Global.

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