Escritórios mais descentralizados e inteligentes. Assim é o futuro do trabalho, segundo CBRE

"As estratégias de descentralização dos escritórios estão a emergir como uma das ferramentas para apoiar os colaboradores atuais e atrair novos elementos para a equipa", considera a empresa.

Os novos padrões migratórios, as novas dinâmicas de transportes públicos, a densidade populacional e as infraestruturas de comunicação vão influenciar, cada vez mais, a escolha da localização dos escritórios. Segundo a CBRE, que acaba de divulgar o “Real Estate Strategy Reset”, com as principais tendências que vão definir e orientar o futuro do trabalho nos próximos anos, “as estratégias de descentralização dos escritórios estão a emergir como uma das ferramentas para apoiar os colaboradores atuais e atrair novos elementos para a equipa”, lê-se no relatório.

Também a migração para locais mais baratos e com melhor qualidade de vida é uma tendência que a empresa do setor imobiliário prevê, acrescentando que Portugal “encontra-se muito bem posicionado nesse campo”. Além do domínio da localização, o relatório analisa outros campos, como o design e a experiência, e, nesse âmbito, a CBRE estima que os novos standards de design e tecnologia, focados no bem-estar, produtividade e comunicação, sejam capazes de motivar as equipas nos panoramas físico e virtual.

“O novo espaço de trabalho será crucial para assegurar o bem-estar, a produtividade e o compromisso de colaboradores que irão estar cada vez mais dispersos”, pode ler-se. Nesse sentido, “as tecnologias digitais vão permitir criar edifícios mais inteligentes e eficientes, que melhorem a experiência do colaborador, incluindo a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis”.

No que toca ao talento, a empresa revela que, para ganhar vantagem competitiva na atração de novos elementos para a equipa, é crucial que organizações e líderes “atuem com confiança nas equipas e deleguem responsabilidade e autonomia”. E a isto acrescenta-se, também, a própria reorganização dos espaços de trabalho, que deverão ser repensados à luz de um formato híbrido e de quipas mais distribuídas, onde flexibilidade e liberdade de escolha são pilares fundamentais.

"A estratégia imobiliária terá que ser repensada à luz de novos factos e considerações sobre o trabalho, e que estes terão de ser constantemente explorados e desconstruídos.”

Cristina Arouca

Diretora de research da CBRE

“Na CBRE acreditamos que a estratégia imobiliária terá de ser repensada à luz de novos factos e considerações sobre o trabalho, e que estes terão de ser constantemente explorados e desconstruídos. O futuro trará realidades empresariais muito distintas, pelo que será fulcral que os líderes das organizações olhem para o negócio de forma criteriosa e que ajustem a sua estratégia”, afirma Cristina Arouca, diretora de research da CBRE, em comunicado.

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