PandaDoc escolhe Portugal para abrir novos escritórios. Quer contratar 50 pessoas

Apesar de ter ponderado outros países, a tecnológica preferiu Portugal para continuar a expansão. A qualidade das escolas, a fluência em inglês e o ecossistema de startups contribuíram para a decisão.

A comunidade portuguesa de tech startup “forte e diversificada”, bem como a “excelente oportunidade de talento” foram os principais motivos que levaram a PandaDoc a escolher o território nacional para instalar os seus próximos escritórios. Portugal torna-se, assim, a sexta localização da empresa de software na automatização de documentos, que pretende contratar 50 colaboradores para os escritórios nacionais ao longo dos próximos 12-18 meses.

“Por um lado, Portugal tem várias escolas muito boas a desenvolver a próxima geração de engenheiros e software developers. Por outro lado, existem inúmeras grandes empresas de tech, desde a Google à Amazon, que estabeleceram uma forte presença em Portugal e que estão a ajudar a trazer o talento para o país”, começa por dizer Robin Corralez, global VP de recursos humanos da PandaDoc, à Pessoas.

Apesar da crise financeira criada pela pandemia da Covid-19, o software de automatização de documentos — que visa simplificar o processo de criação, aprovação e assinatura digital de documentos — manteve um crescimento de receita na ordem de 63% em 2020, pelo terceiro ano consecutivo. A contínua expansão global tem sido um dos fatores a contribuir para esse crescimento. Com sede em São Francisco (Califórnia), escritórios em St. Petersburg (Florida), Minsk (Bielorrússia), Kiev (Ucrânia) e Manila (Filipinas), a expansão da PandaDoc faz-se, agora, na Europa Ocidental.

Por um lado, Portugal tem várias escolas muito boas a desenvolver a próxima geração de engenheiros e software developers. Por outro lado, existem inúmeras grandes empresas de tech, desde a Google à Amazon, que estabeleceram uma forte presença em Portugal e que estão a ajudar a trazer o talento para o país.

Robin Corralez

Global VP de recursos humanos da PandaDoc

“Portugal é uma tech hub em crescimento, especialmente em B2B/SaaS, por isso o talento com um alto nível de inglês é abundante. O país é relativamente simpático para empresas emergentes, e o tempo e as praias vão certamente ajudar-nos a atrair tanto o talento português, como europeu”, explica. Para já, Portugal é o único país que deverá receber escritórios este ano, mas a empresa admite que a situação “poderá alterar-se em função das necessidades”.

PandaDoc quer contratar 50 pessoas para escritórios em Lisboa

O processo de recrutamento já começou e tem como objetivo contratar 50 profissionais para os novos escritórios da empresa de software, localizados em Lisboa. Para já, existem vagas senior em aberto para product management, engenharia e marketing. No entanto, a PandaDoc prevê publicar novas vagas em breve. “Durante as próximas semanas, iremos adicionar vagas para as nossas equipas de vendas, apoio ao cliente e recursos humanos, bem como data analytics e finanças”, afirma Solange Alvito, a nova diretora de recursos humanos da PandaDoc em Portugal.

Solange Alvito, diretora de recursos humanos e
recrutamento em Portugal.

“Como forma de preservar a nossa cultura, procuramos pessoas que sejam diretas, com espírito de equipa, independentes, organizadas, geeky, datadriven, humildes e determinadas. Em paralelo a estas características, o meu foco será encontrar pessoas ‘t-shaped’, ou seja, que sejam generalistas mas também peritos”, acrescenta. As candidaturas às vagas disponíveis devem ser enviadas através do site da empresa americana.

Sendo a PandaDoc uma empresa remote-first, os candidatos selecionados terão a opção de trabalhar no escritório ou remotamente. “O trabalho remoto é a nossa política padrão, mas vamos manter escritórios em Lisboa para ser o nosso núcleo e uma opção para os colaboradores trabalharem quando for necessário e considerado seguro”, refere Robin Corralez.

Entre os benefícios que a empresa oferece está, também, “Home Office Allowance”, que permite adquirir itens de escritório, tais como secretárias ou cadeiras, e “Mental Health Allowance”, que possibilita o acesso a aconselhamento, coaching e meditação. “Ambos são exemplos do quão importante é para nós oferecer aos nossos colaboradores os recursos necessários para que tenham sucesso nos seus papéis enquanto mantêm o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal”, afirma Solange Alvito, responsável pelo processo de recrutamento em território nacional.

Seis localizações e mais de 400 colaboradores espalhados pelo mundo

Apesar dos mais de 400 colaboradores distribuídos pelo globo, a empresa afirma que todos se mantêm conectados com a ajuda da tecnologia. No entanto, aumentar a equipa e, ao mesmo tempo, manter a cultura organizacional global tem sido um dos maiores desafios. Recorrer à mobilidade interna, promovendo a transmissão de experiências e conhecimento entre colaboradores, é uma das formas que a empresa encontrou para manter a cultura empresarial e a homogeneidade entre escritórios.

Disponibilizamos oportunidades de crescimento e recolocação para colaboradores que estejam a planear mudar-se para Portugal e juntar-se à crescente equipa local. Eles irão certamente levar consigo os nossos pilares culturais, o que irá ajudar no onboarding de novos Pandas e a que estes fiquem familiarizados com quem nós somos enquanto empresa e o modo como funcionamos enquanto equipa global”, explica a global VP de recursos humanos da PandaDoc.

Robin Corralez, global VP de recursos humanos

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