Fintech Anchorage capta 66 milhões de euros e quer expandir em Portugal

Fundada pelo português Diogo Mónica nos Estados Unidos, a Anchorage quer contratar 50 pessoas para o escritório em Portugal nos próximos dois anos. Planeia ainda expansão para Lisboa.

Diogo Mónica, CEO e cofundador da Anchorage.D.R.

A Anchorage, fintech liderada pelo português Diogo Mónica, levantou uma ronda de investimento em Série C de 66 milhões de euros (80 milhões de dólares), anunciou a empresa em comunicado. Com o financiamento, a fintech quer expandir o negócio em Portugal: o plano passa por continuar a fazer crescer o escritório do Porto, contratar 50 pessoas nos próximos dois anos e expandir para Lisboa.

A ronda, liderada pela GIC, fundo soberano de Singapura, e participada por outros nomes como a16z, Blockchain Capital, Lux, e os portugueses da Indico Capital Partners, surge no seguimento do anúncio da aprovação federal do Anchorage Digital Bank, o primeiro banco de criptomoedas nos EUA, em janeiro deste ano.

“Esta nova ronda de investimento vai permitir-nos escalar rapidamente, para responder à crescente procura de participação no espaço dos ativos digitais, particularmente entre empresas e instituições financeiras tradicionais”, afirma Diogo Mónica, CEO e cofundador da Anchorage.

A expansão da empresa em Portugal — que deverá ser a base do crescimento da Anchorage na Europa — é apenas um dos investimentos que a fintech pretende levar a cabo com esta ronda. A empresa quer continuar a investir em ativos digitais diversos e apoiar o lançamento de protocolos como a Celo, a Filecoin, ou a Oasis.

Em janeiro, a Anchorage anunciou também uma nova parceria com a Visa: através de um projeto-piloto, o “Crypto APIs”, o programa vai permitir aos bancos oferecerem serviços com criptomoedas, “como armazenamento, compra e venda de bens digitais”. “Na prática, a utilização da plataforma bancária da Anchorage vai permitir à Visa integrar recursos como a bitcoin e outras moedas digitais no leque de serviços, ainda em 2021”, assinala o comunicado.

Em breve, a Anchorage planeia também “apoiar tesouros empresariais, ajudando-os a encontrar “formas estratégicas de incorporar as criptomoedas nas suas operações”, bem como apostar na criação de parcerias com neo-bancos, challenger banks, e bancos tradicionais, e tornar o empréstimo de criptomoedas “seguro e sem problemas”.

Escritório da Anchorage nos Estados Unidos.

“A Anchorage passou por uma brilhante metamorfose – desde uma solução de custódia global, até a porta-estandarte dos cripto-bancos. Em poucos anos, já se tornaram numa força poderosa e catalisadora, e numa solução a adotar pelas instituições”, refere W. Bradford Stephens, cofundador e sócio-gerente da Blockchain Capital, citado em comunicado. Para Stephan Morais, managing partner da Indico, “este movimento – a expansão da tecnologia blockchain – não se trata de uma aposta em Bitcoin, como muito se fala; trata-se de uma mudança de paradigma computacional, uma revolução equivalente ao aparecimento dos computadores pessoais, a Internet ou os smartphones. Tudo vai mudar na próxima década e a Anchorage tem as condições para ser uma das grandes empresas mundiais no novo setor financeiro que se está a inventar agora”.

A Anchorage tem, atualmente, sede em São Francisco (Califórnia), e escritórios no Porto e em Sioux Falls (Dakota do Sul).

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