84% das empresas quer investir com apoios do Next Generation EU

Os setores com maior interesse na captação dos fundos que resultam do PRR são a indústria transformadora (44,6%) e as atividades de consultoria científica e técnica (19%).

A grande maioria das empresas portuguesas (83,9%) têm interesse em realizar investimentos até ao final de 2023, data limite para a execução do fundo de recuperação da União Europeia (Next Generation EU), de acordo com um inquérito realizado pela Fi Group e a consultora LLYC ao tecido empresarial, no âmbito da consulta pública ao Plano de Recuperação e Resiliência. Indústria transformadora é a que revela maior apetite.

Quanto à tipologia dos projetos e respetivo investimento, nos planos de investimento até um milhão de euros destacam-se as áreas de qualidade, formação/qualidade profissional e internacionalização. Já os investimentos entre um e cinco milhões de euros têm especial relevância nas áreas de investimento produtivo, projetos de investigação e desenvolvimento e digitalização.

Os maiores investimentos, com valores superiores a dez milhões de euros promovem, sobretudo, projetos nas áreas do investimento produtivo, I&D, eficiência energética e energias renováveis.

Os setores de atividade com maior peso na amostra deste estudo — o inquérito obteve respostas de 168 entidades das diferentes regiões do país — e com maior interesse na captação dos fundos que resultam do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) são a Indústria transformadora (44,6%) e as atividades de consultoria científica e técnica (19%).

Para o diretor-geral da Fi Group, Paulo Reis, “o elevado interesse demonstrado pelas empresas que operam em Portugal é revelador do efeito de arrastamento que temos a oportunidade de potenciar com o incentivo à criação de novas capacidades produtivas. Tanto os projetos com menor financiamento, como os que exigem valores de apoio maiores são, neste momento, decisivos para as empresas portuguesas”.

A versão preliminar do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que esteve em consulta pública e recebeu quase dois mil comentários para mudar bazuca europeia, que prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções. Apenas uma em cada cinco empresas considera que a alocação de subvenções para financiamento do investimento empresarial privado suficiente.

As empresas destacam também a necessidade “de uma revisão da política fiscal nacional” e “de uma maior flexibilidade em termos de legislação laboral, licenças, menos burocracia e mais rápidas decisões dos vários organismos públicos”.

No que respeita ao recurso aos fundos europeus, cerca de metade das empresas inquiridas (51,2%) afirma ter recorrido ao PT2020, existindo um novo segmento de empresas, cujas atividades estão significativamente condicionadas pelo impacto da Covid-19, que apresenta necessidades de apoio.

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