Groundforce e TAP chegam a “entendimento provisório” para desbloquear salários

A TAP, maior cliente da empresa de handling e também acionista, propôs a compra de equipamento, para depois o alugar, o que permitirá a entrada de sete milhões na Groundforce.

O impasse na Groundforce pode estar próximo do fim. A administração confirma ter recebido uma proposta da TAPque pretende comprar equipamentos e subalugá-los à empresa de handling — e sinaliza que esta solução pode funcionar. Diz que foi alcançado um “entendimento que desbloqueia provisoriamente o impasse na empresa”. “A Groundforce e a TAP chegaram, há minutos, a um entendimento que desbloqueia provisoriamente o impasse na empresa. O acordo alcançado agrada à Groundforce, até porque é muito semelhante ao que a empresa propôs desde o início”, diz a empresa em comunicado.

A TAP — maior cliente da empresa de handling e também acionista — propôs esta quinta-feira a compra de equipamentos (que passaria a alugar), permitiria a entrada de sete milhões de euros, o que permitiria pagar os salários em atraso, a fornecedores e impostos. Quando pediu mais um adiantamento de serviços à TAP, a Groundforce pretendia dar como garantia equipamentos da empresa, mas essa opção não avançou, tendo sido pedido um penhor à participação do acionista privado. Não aconteceu pois a participação já estava penhorada.

Esta situação deixou a empresa num impasse e os trabalhadores têm ainda parte dos salários em atraso. “A Groundforce está, naturalmente, satisfeita por ter sido possível encontrar uma solução que permita pagar os salários aos trabalhadores e pôr fim à angústia de 2.400 famílias”, refere sobre a nova proposta, que tem de ser aceite pelo conselho de administração da empresa, o que poderá acontecer ainda esta quinta-feira.

O acionista TAP (que detém 49,9% do capital) está em minoria face ao privado Alfredo Casimiro (que detém 50,1%) no conselho de administração, mas a empresa sinaliza assim que a resposta será afirmativa. Esta solução temporária não invalida que avancem também outras opções que estão atualmente a ser estudadas, em especial o aumento de capital de 7 milhões de euros ou o pedido de empréstimo bancário com garantia pública de 30 milhões de euros.

“Resolvida a urgência, a Groundforce continuará a empenhar os seus melhores esforços, certamente com o apoio dos acionistas Pasogal e TAP, no sentido de resolver a questão de fundo. É preciso criar as condições para que a empresa possa desenvolver tranquilamente a sua atividade, como aconteceu nos últimos oito anos, preservando os postos de trabalho e o valor criado”, refere.

A administração da Groundforce diz ainda acreditar que, “depois destas difíceis semanas, contará com a celeridade das entidades oficiais” para a concretização do empréstimo com o aval do Estado “que permitirá recuperar, de forma definitiva, o normal funcionamento da empresa”. Acrescenta que a empresa e os trabalhadores são “vítimas exclusivamente da Covid-19 e das consequências nefastas que esta está a ter na economia global, na qual estamos inseridos”.

(Notícia atualizada às 15h00)

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