REN paga juro de 0,5% por 300 milhões em dívida verde. Procura foi cinco vezes superior

A procura foi liderada por investidores da Alemanha e França, tendo os portugueses sido o terceiro maior grupo de interessados. Mais de 60% dos investidores são de cariz "verde".

A REN conseguiu um juro de 0,5% na primeira emissão de dívida verde. Na operação que ficou fechada esta sexta-feira, a elétrica colocou 300 milhões de euros com maturidade a oito anos, tendo registado uma procura cinco vezes superior.

“Ficamos contentes por termos feito a nossa primeira emissão verde e assim alinharmos as nossas estratégias financeira e de sustentabilidade”, afirmou Gonçalo Morais Soares, CFO da REN, em comunicado. “Quanto aos resultados, demonstram mais uma vez a atratividade da REN nos mercados de capitais, como investimento seguro e com rentabilidade previsível”, acrescentou.

Quando os livros abriram, as primeiras ordens apontavam para um juro superior a 0,7% por estes títulos que visam financiar projetos “amigos do ambiente”. No entanto, a forte procura — de cerca de 1,5 mil milhões de euros, cinco vezes superior ao pretendido — acabou por levar a uma diminuição do juro pedido pelos investidores, tendo a taxa de juro final fixado em 0,5%, equivalente ao mid swap acrescido de 60 pontos base.

A procura pelas obrigações que atingem o prazo a 16 de abril de 2029 chegou essencialmente da Alemanha e França, tendo os investidores portugueses sido responsáveis pelo terceiro maior grupo de interessados. No total da emissão, mais de 60% dos investidores são de cariz “verde”, de acordo com a empresa.

A emissão inaugural de green bonds acontece depois de a empresa ter recebido, em fevereiro, o certificado internacional por parte da ISS para realizar emissões de green bonds. A classificação atribuída à empresa foi de “B Prime”. A REN tem um rating BBB atribuído pela Fitch e pela Standard & Poor’s e Baa3 pela Moody’s.

O grupo de bancos responsável pela colocação foi constituído pelo BBVA, CaixaBI, ING, J.P. Morgan, Millennium BCP, Santander e o SMBC, todos atuando na qualidade de joint bookrunners. O ING teve ainda o papel de “Green Structuring Bank” pela assessoria prestada à REN no âmbito do processo de elaboração do seu “Green Finance Framework” publicado em fevereiro último.

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