Estas empresas querem ajudar a restauração na reabertura

Numa altura em que a maioria da restauração a reabrir as portas, empresas de outros setores têm desenvolvido ações para apoiar o canal Horeca. O ECO fez um apanhado destas iniciativas.

A restauração tem vivido momentos particularmente difíceis desde que a Covid-19 chegou a Portugal. Tanto no primeiro confinamento generalizado da população, como no segundo, este foi um dos primeiros setores a fechar, tendo durante largos meses o take-away e as entregas ao domicílio sido a única forma dos restaurantes garantirem algumas receitas.

Um inquérito realizado recentemente pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) mostram que, em março, metade das empresas destes setores assistiram a quebras superiores a 90%. E se nesse mesmo mês 52% dos estabelecimentos de restauração indicam ter estado totalmente encerrados, 29% admitiram ponderar a insolvência.

Abril marcou o princípio da reabertura para alguns destes estabelecimentos e muitos outros irão agora seguir o mesmo caminho, na nova fase do descofinamento que se inicia a 19 de abril. E há já algumas empresas, de outros setores de atividade, que se propuseram a ajudar o setor da restauração neste momento tão particular. O ECO fez um apanhado de algumas destas iniciativas.

Pingo Doce distribui 400 mil vales de compras pelo setor

O Pingo Doce e o Recheio são duas das marcas que se propuserem a apoiar o setor da restauração e querem a ajuda dos seus clientes. Entre 20 e 25 de abril, quem realizar compras de valor mínimo de 50 euros receberá um dos 400 mil vales de compras de cinco euros, que correspondem a um total de dois milhões de euros.

Como esses vales apenas podem ser gastos pelos estabelecimentos do setor, as lojas do grupo Jerónimo Martins convidam os seus clientes a doarem este vale a um restaurante ou café à sua escolha, para que depois seja usado nas lojas Recheio.

Intitulada “Unidos pela restauração”, esta é uma iniciativa que conta com o envolvimento dos cidadãos neste apoio a um setor que tem sido bastante prejudicado pelas restrições aplicadas pelo Governo para conter a propagação da pandemia.

Delta oferece um milhão de euros em produtos

A iniciativa “Juntos Somos mais Fortes”, da Delta Cafés, é outra que não deve ser esquecida neste contexto. Precisamente no dia em que se dava a reabertura das esplanadas, a marca anunciou que ia oferecer “um conjunto de produtos do portefólio do Grupo Nabeiro” a empresas do “canal Horeca [Hotelaria, Restauração e Cafetaria]”, num valor total de um milhão de euros, adiantou a marca em comunicado.

Durante o primeiro mês de reabertura do setor da restauração, os estabelecimentos têm ao seu dispor “quatro diferentes cabazes”, através da plataforma Delta GO, que pretende ser um “programa de fidelização e apoio aos clientes do canal Horeca”. A ideia é que esses produtos sejam posteriormente vendidos pelos estabelecimentos, revertendo a totalidade da receita para os mesmos.

No início deste ano, o Grupo Nabeiro – Delta Cafés tinha já tinha apoiado negócios da restauração, através do movimento “Lugar à Mesa”, que contava com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Através desta iniciativa, o grupo propôs-se a oferecer refeições preparadas por um grupo inicial de 25 restaurantes lisboetas aderentes a famílias carenciadas, financiando-se assim estes estabelecimentos.

Mistolin oferece a primeira encomenda às empresas do setor

O nome da ação diz tudo: “Mistolin oferece a 1.ª encomenda”. A empresa portuguesa de produtos de higiene e limpeza quis apoiar o setor da hotelaria e restauração através da oferta da primeira encomenda feita pelas empresas deste setor, independentemente do valor da mesma.

Esta iniciativa dura até 14 de maio e, segundo avança a marca em comunicado, pretende ser uma “forma de apoio direto à tesouraria das empresas”, numa altura em que estas “irão observar um aumento na fatura das compras de produtos de higiene e segurança ao terem que cumprir com todas as normas a que estão obrigadas”.

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