CTT “têm caminho de crescimento à sua frente” apesar da queda do correio

  • Lusa
  • 7 Maio 2021

O presidente executivo dos CTT, João Bento, garante que a empresa tem um "caminho de crescimento pela frente", apesar do declínio do negócio do correio.

O presidente executivo dos CTT CTT 0,56% afirmou, em declarações à Lusa, que o resultado no primeiro trimestre prova que os Correios de Portugal “têm um caminho de crescimento à sua frente”, mesmo com o correio em declínio.

O lucro dos CTT mais que duplicou no primeiro trimestre, face a igual período de 2020, para 8,7 milhões de euros, tendo as receitas subido 14,1% para 205,3 milhões de euros. “Foi um trimestre de crescimento em que prova que os CTT têm um caminho de crescimento à sua frente mesmo com o correio em declínio”, afirmou João Bento.

“É mais um trimestre consecutivo em que mostramos que mesmo com o correio a cair conseguimos crescer, tem esse significado simbólico muito importante”, reforçou o gestor “Quando comparamos os resultados do trimestre nas várias áreas de negócios e no agregado com o primeiro trimestre de 2020, ele compara bem, mas mesmo comparando com 2019, os resultados foram muito bons”, prosseguiu o João Bento.

Recordando que os CTT reportam resultados trimestrais desde 2013, sublinhou que os Correios de Portugal “nunca tiveram um resultado no primeiro trimestre tão bom e nunca tiveram receitas no primeiro trimestre acima dos 200 milhões” como aconteceu agora.

O crescimento no trimestre, apontou, assenta essencialmente na área de expresso e encomendas e “com o Banco CTT a contribuir também”, embora “menos do que contribuiria se não houvesse confinamento”.

No trimestre em análise, os rendimentos de expresso e encomendas atingiram um recorde de 63,4 milhões de euros, o que representou uma subida homóloga de 70,1% e os do Banco CTT cresceram 8,7% para 21,2 milhões de euros, os quais “mais do que compensaram o decréscimo dos rendimentos no correio e outros (-1,4%) e nos serviços financeiros e retalho (-6,7%)”, segundo os Correios.

Questionado sobre as expectativas de que tanto o expresso e encomendas como o Banco CTT continuem a impulsionar os rendimentos, João Bento disse esperar que sim. “O Banco CTT, até porque anunciou há dias a sua nova parceria com a Sonae, tem ali mais uma área de crescimento no crédito ao consumo, temos outras coisas no banco em gestação que acho que vão permitir executar uma história”, afirmou João Bento.

Salientou que tudo o que é a oferta “na área do digital e no apoio ao desenvolvimento do comércio eletrónico vai continuar a ser muito importante” e a ser uma aposta.

“Nós hoje temos, além de um grande crescimento do comércio eletrónico nos grandes clientes, muitos pequenos clientes a chegar ao comércio eletrónico. Portanto, temos uma expectativa de, sem confinamento”, continuar a crescer, mas menos, apontou.

A quota de mercado em Espanha, onde os CTT duplicaram as encomendas face ao trimestre homólogo, ao contrário de Portugal — onde esta é importante — ainda é “pequena”. Quer Portugal como Espanha “são mercados convergentes no que diz respeito à adoção do comércio eletrónico” e há “uma tendência natural de desenvolvimento da economia que nos ajuda nesse sentido”, acrescentou João Bento.

O marketplace Dott — que resulta de uma parceria entre os CTT e a Sonae — ajudou no comércio eletrónico. “Continuou no fundo a adquirir clientes, continuou a adquirir vendedores, aumentou o seu volume médio de vendas e ajudou muito as lojas online que criámos”, disse, em declarações à Lusa.

“Acabámos o trimestre com mais de 2.000 lojas online registadas e das quais mais de 700 já estão a vender, já temos protocolos com municípios para a nossa aplicação CTT Comércio Local que cobrem potencialmente mais de 20% da população portuguesa”, salientou o presidente executivo, referindo que o processo de expansão continua. “Nós estamos a ajudar o mercado a crescer”, afirmou.

Entretanto, os CTT já reabriram 29 das 33 lojas fechadas. Questionado sobre a abertura das restantes quatro, o presidente executivo disse que não há datas, “mas a previsão é abri-las o mais depressa possível”. E recordou que os CTT responderam na consulta pública sobre o futuro do serviço postal universal a dizer que consideravam que “devia haver uma loja do operador em cada concelho”.

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