PSI-20 corrige mais de 1% penalizado pela energia

Além da energia, a pesar na bolsa esteve também o BCP. Depois de uma longa série de ganhos, em que valorizou mais de 30%, as ações do banco liderado por Miguel Maya perderam 1% para 0,1645 euros.

A bolsa de Lisboa corrigiu esta quarta-feira após cinco sessões em alta. Penalizado pelas cotadas do setor da energia e a acompanhar as perdas da Europa (que reflete preocupações face à inflação), o PSI-20 recuou 1,1% para 5.220,05 pontos.

A REN liderou as perdas, com um tombo de 2,73% para 2,315 euros, em reação ao anúncio de que a Oman Oil pôs à venda 12% do capital. A petrolífera estatal do Omã, representada pela OQ, formalizou a intenção de vender a totalidade da posição que detém na gestora da rede elétrica nacional, num negócio avaliado em 190 milhões de euros.

Da mesma forma, a Galp Energia recuou 2,22% para 9,934 euros, num dia de queda para os preços do petróleo. A EDP Renováveis perdeu 1,3% para 18,63 euros e a casa-mãe EDP desvalorizou 0,6% para 4,616 euros.

A pesar na bolsa esteve também o BCP. Depois de uma longa série de ganhos, em que valorizou mais de 30%, as ações do banco liderado por Miguel Maya perderam 1% para 0,1645 euros. Entre os restantes pesos-pesados do índice, a Nos também desvalorizou 1,26% para 3,13 euros e a Jerónimo Martins cedeu 0,53% para 15,825 euros.

As únicas duas cotadas do PSI-20 que fecharam no verde foram a Sonae e a Semapa. A retalhista ganhou 0,31% para 0,799 euros por ação depois de o CaixaBank/BPI ter revisto em alta o preço-alvo dos títulos para 1,30 euros por ação graças à resiliência demonstrada nos resultados. A cimenteira — que está a ser alvo de uma oferta pública de aquisição por parte do maior acionista — subiu 0,17% para 11,94 euros.

Estes ganhos não foram suficientes para colocar Lisboa acima da linha d’água, tendo a bolsa nacional acompanhado as principais praças europeias no vermelho. O Banco Central Europeu (BCE) alertou para “riscos elevados” para a estabilidade financeira e gerou alguma pressão: o Stoxx 600, o francês CAC 40 e o espanhol IBEX 35 perderam 1,5%, enquanto o alemão DAX recuou 1,7% e o britânico FTSE 100 cedeu 1,3%.

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