Empregadores nacionais mais otimistas. 10% vai contratar

O ManpowerGroup Employment Outlook Survey aponta que a criação líquida de emprego em Portugal deverá aumentar 5% durante o período de julho a setembro.

Depois de a Covid-19 ter impactado significativamente a atividade de contratação das empresas, os empregadores nacionais começam a mostrar sinais de otimismo. A maioria espera um clima de contratação positivo no terceiro trimestre de 2021, com 10% dos empresários a admitir aumentar o número de colaboradores.

A criação líquida de emprego deverá aumentar 5% durante o período de julho a setembro. O valor representa uma subida de seis e de 17 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior e ao período homólogo de 2020, segundo a previsão do ManpowerGroup Employment Outlook Survey.

“As projeções para este trimestre permitem-nos observar uma acentuada melhoria nas intenções de contratação, ao mesmo tempo que nos oferecem uma clara medida do impacto que a pandemia teve na economia e no emprego em Portugal”, diz Rui Teixeira, chief operations officer do ManpowerGroup Portugal, citado em comunicado.

 

“Sabemos, no entanto, que o ritmo de recuperação não será igual para todos. Se, por um lado, a reabertura da atividade empresarial e os investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência constituem uma oportunidade de reconstrução para muitas empresas, o esforço de pagamento da dívida, com o fim das moratórias, poderá ser uma forte ameaça para muitas outras”, acrescenta.

Efetivamente, segundos os dados da recrutadora, dos 552 empregadores nacionais entrevistados, 10% preveem um aumento do seu contingente laboral, 2% projetam um decréscimo e 80% não antecipam nenhuma mudança.

Rui Teixeira salienta, no entanto, que o mercado de trabalho continuará “muito dinâmico”, com empresas e setores a libertar talento, ao mesmo tempo que outras terão dificuldade em cobrir posições para perfis de competências diferentes.

 

 

“Abordar este desencontro é um dos principais desafios da recuperação económica. A resposta tem necessariamente de passar pela qualificação e requalificação da nossa base de talento, identificando as competências adjacentes que permitirão aos candidatos mover-se para funções com maior procura, e apostando na sua formação por forma a fomentar a sua empregabilidade e a sua relevância face às atuais necessidades das empresas”, considera Rui Teixeira.

Este é o perfil das empresas que mais vão contratar

Na restauração e hotelaria, um dos setores mais afetadas com a crise provocada pela pandemia mundial, as contratações deverão crescer 41 percentuais pontos face ao terceiro trimestre de 2020, à boleia dos meses de verão. Contudo, é nas finanças e serviços que se prevê o maior aumento de contratações, com uma projeção líquida de emprego a rondar os 15%.

Já no que toca a localização geográfica, as previsões da empresa de recrutamento mostram um aumento da força de trabalho em todas as regiões de Portugal Continental. No entanto, o Grande Porto, Norte e Sul registam as projeções mais otimistas, com crescimento de 11%, 10% e 10%, respetivamente. Já no Centro e Grande Lisboa a previsão, ainda que também otimista, é mais cautelosa, rondando os 3%.

 

Independentemente da dimensão, entre julho e setembro, as empresas nacionais esperam fazer crescer a sua força de trabalho. Contudo, as organizações de média dimensão são as que preveem um ritmo de contratação mais acelerado, com uma projeção para a criação líquida de emprego de 12%, em contraciclo com a previsão negativa do trimestre anterior.

À escala global, as perspetivas de contratação são também positivas: 42 dos 43 países e territórios analisados no estudo esperam reforçar a sua força de trabalho no terceiro trimestre do ano. A lista é liderada pelos Estados Unidos, Taiwan e Austrália, em oposição a Hong Kong, Argentina, Panamá e África do Sul, países que apresentam as projeções mais pessimistas.

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