CFOs portugueses estão mais otimistas. Esperam voltar a níveis pré-crise no 2º semestre

Os líderes financeiros das empresas portuguesas estão no top 10 dos países mais otimistas da Europa. 25% consideram que as suas empresas já estão no nível antes pandemia, segundo estudo da Deloitte.

Mais de metade (52%) dos administradores financeiros (CFO) das empresas portuguesas estão mais otimistas sobre as perspetivas financeiras das suas empresas quando comparado com a edição de outono. Esperam voltar a níveis pré-crise no segundo semestre de 2022, de acordo com estudo da Deloitte.

Se antes os CFOs portugueses estavam entre os mais pessimistas, desta vez, estão no top 10 dos países mais otimistas da Europa. Nelson Fontainhas, partner da Deloitte e responsável pelo estudo em Portugal, diz que é “positivo Portugal estar entre os países europeus em que os líderes financeiros das empresas estão mais otimistas, após um ano de pandemia marcado pelo pessimismo”.

“O inquérito aos CFOs nesta edição de primavera mostra uma melhoria no sentimento empresarial em toda a Europa, com mais de metade dos CFOs em Portugal a moldar-se e a preparar-se para o futuro pós-pandémico”.

O estudo CFO Survey da Deloitte revela que apenas 25% dos CFOs consideram que as suas empresas já estão no nível ou acima do ponto em que se encontravam antes da crise pandémica ou no período pré Covid-19, o que compara com a média de 40% no resto da Europa. Isto enquanto 50% dos inquiridos esperam atingir níveis pré-crise apenas após a segunda metade de 2022, em comparação com os 35% em média na Europa.

Segundo este estudo, os CFOs portugueses consideram que o nível geral de incerteza financeira e económica externa que os seus negócios enfrentam permanece elevado (55%) ou muito elevado (15%).

Contudo, existe uma perspetiva positiva nas expectativas de emprego e investimento, que estavam em níveis mínimos históricos no estudo do outono do ano passado. Cerca de 33% dos CFOs em Portugal esperam, agora, aumentar o número de colaboradores nas suas empresas durante o próximo ano. Isto enquanto 50% dos participantes do estudo afirma que o número deverá permanecer o mesmo.

O estudo da Deloitte que contou com a participação de 1.559 CFO de 19 países europeus, dos quais 227 em Portugal avança ainda que, para os CFOs portugueses, a principal prioridade futura para as suas organizações enfrentarem este momento é a digitalização, atingindo um recorde histórico (86%) desde que esta análise é realizada. Logo atrás, em segundo lugar, estão as iniciativas de redução de custos (77%).

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