Christine Ourmières-Widener é “muito talentosa”, mas terá um “desafio monumental” na TAP, diz CEO da Ryanair

CEO da Ryanair, Michael O’Leary, elogia a próxima presidente executiva da TAP, mas considera que a gestão terá uma forte interferência do Governo e dos sindicatos.

Christine Ourmières-Widener será oficializada, esta quinta-feira pelos acionistas da companhia aérea, como a presidente executiva da TAP. O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, elogia a experiência da gestora francesa, mas considera que terá pela frente a tarefa difícil de conduzir a reestruturação enquanto gere a pressão do Governo e dos sindicatos.

É uma pessoa muito talentosa. É muito boa e eficiente“. Foi assim que O’Leary respondeu numa conferência de imprensa esta quarta-feira em Lisboa quando questionado sobre se conhecia Ouirmières-Widener, que foi diretora-geral da Air France-KLM para o Reino Unido e Irlanda, antes de ter desempenhado funções de CEO da companhia regional também britânica Flybe.

“Mas gerir a TAP é um desafio monumental por causa de toda a interferência do Governo e dos sindicatos, que não estão muito disponíveis a fazer cedências. Sem reformas e reestruturação, a TAP não pode sobreviver“, avisou o irlandês, sublinhando que não será a CEO a gerir efetivamente a companhia aérea. “Mesmo uma presidente executiva talentosa terá dificuldades em gerir a TAP com interferência política e dos sindicatos”.

As declarações de O’Leary aconteceram na véspera de os acionistas da TAP (o Estado tem a grande maioria do capital no seguimento do apoio público à empresa) votarem a nova equipa de gestão composta por nove administradores — cinco executivos e seis não executivos — e liderada pela francesa. Além da chegada de Christine Ourmières-Widener, a grande mudança será a chegada de Manuel Beja para o lugar de chairman deixado vago por Miguel Frasquilho.

Numa conferência de imprensa pautada pelas críticas ao ministro Pedro Nuno Santos, neste tema, o CEO da Ryanair apontou o dedo foi aos trabalhadores. “Os sindicatos são sempre a causa da queda de companhias de bandeira. É muito difícil para os políticos, até tenho alguma empatia. São criticados, os sindicatos marcham junto aos parlamentos… E depois quando tudo corre mal, os sindicatos culpam a fraca gestão. Sindicatos fortes podem vencer uma gestão fraca”, acrescentou. “Há melhores formas de gerir uma companhia aérea”.

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