Caixa avança com primeira emissão de dívida verde. Quer 500 milhões

É o primeiro banco em Portugal a avançar com uma emissão de dívida sustentável. A instituição liderada por Paulo Macedo pretende obter 500 milhões de euros.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou esta sexta-feira que vai avançar com a primeira emissão de dívida verde. É o primeiro banco em Portugal a realizar este tipo de operação. A instituição liderada por Paulo Macedo pretende obter 500 milhões de euros.

O financiamento captado com esta emissão será direcionado para “operações de crédito dos seus clientes nos domínios ambientais e do desenvolvimento socioeconómico“, adianta o banco na nota enviada aos mercados.

A operação deverá ser concretizada na próxima semana, dependendo das condições do mercado. Em causa está a emissão de títulos de dívida sénior preferencial sustentável com o prazo de seis anos (maturidade em setembro de 2027), com o banco a ficar com opção de reembolso antecipado no final do quinto ano (setembro de 2026), de acordo com a apresentação feita aos investidores.

“Será um marco importante na concretização dos compromissos assumidos pela CGD no domínio do financiamento sustentável, criando valor para os seus clientes e reduzindo o impacto ambiental da sua atividade”, sublinha o banco do Estado. “Desta forma, a emissão permitirá endereçar oito Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas que vão da eficiência energética à geração de emprego em áreas menos favorecidas”, acrescenta.

"[A emissão de dívida verde] será um marco importante na concretização dos compromissos assumidos pela CGD no domínio do financiamento sustentável, criando valor para os seus clientes e reduzindo o impacto ambiental da sua atividade.”

Caixa Geral de Depósitos

Comunicado

A emissão deverá contar com um rating “Baa3” da parte da Moody’s, colocando-os num patamar considerado de “grau de investimento”, e um rating de “BBB” da DBRS.

A operação não só permitirá à Caixa diversificar as suas fontes de financiamento como também abrirá a porta deste mercado da dívida verde e sustentável aos outros bancos nacionais, ao estabelecer um preço de referência inicial.

A CGD fechou a primeira metade do ano com lucros de 294 milhões de euros, uma subida de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

(Notícia atualizada às 11h05)

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