Sondagens à boca das urnas dão SPD e CDU taco a taco na Alemanha. Scholz é o preferido para chanceler

Inquéritos à boca das urnas dão empate ou ligeira vantagem para o SPD de Olaf Scholz. Os Verdes de Annalena Baerbock ficam em terceiro, com 15%. AfD, de extrema direita, desce, mas pouco.

As urnas encerraram às 18h00 na Alemanha, uma hora menos em Portugal. As sondagens à boca das urnas dão o SPD de Olaf Scholz e a CDU/CSU com um resultado muito próximo, embora haja inquéritos que dão vantagem aos sociais-democratas. Quase 80% dos eleitores terão ido às urnas.

A sondagem da Infratest Dimap para a ARD coloca os dois maiores partidos com 25%. Já o inquérito do Forschungsgruppe Wahlen para a estação de televisão ZDF dá a vitórria ao SPD com 26%, mais dois pontos que os democratas-cristãos da CDU/CSU.

A confirmar-se este resultado, os sociais-democratas conseguem um forte crescimento face aos 20,5% obtidos há quatro anos. Ainda segundo o inquérito para a ZDF, Olaf Scholz é o preferido para suceder a Merkel, com 48%, contra 24% de Armin Laschet, da CDU. A Infratest perguntou quem pode liderar melhor o país numa crise e o social-democrata também se destaca do candidato conservador, com 60% contra 25%.

Os Verdes ficam em terceiro nas duas sondagens, com 15% na primeira e 14,5% na segunda. Uma forte subida face aos 8,9% conseguidos em 2017, o que confirma Annalena Baerbock como figura incontornável na formação do próximo Executivo, tendo em conta que SPD e CDU têm recusado voltar coligar-se.

Os liberais do FDP poderão assegurar o quarto lugar. A sondagem do Forschungsgruppe Wahlen atribui-lhes 12% dos votos, enquanto a da Infratest, coloca a FDP com 11%. O que seria um resultado muito idêntico aos 10,7% de 2017.

A margem para a Alternativa para a Alemanha (AfD) é, no entanto, curta. O partido de extrema-direita que entrou para o Parlamento em 2017 deverá perder peso no Bundestag, mas não muito. A primeira sondagem dá 10% à AfD e a segunda 11%. Há quatro anos obteve 12,6% dos votos. O inquérito para a ZDF dá ao partido anti-emigração a segunda maior votação no Leste da Alemanha, com 21%, atrás apenas do SPD com 23%. A CDU fica-se pelos 17%.

Em sexto lugar fica o Die Linke. O partido da extrema-esquerda consegue 5% em ambos os inquéritos, um trambolhão face aos 9,2% de há quatro anos e que o deixa mais longe de fazer parte de uma coligação. Nas eleições parlamentares alemãs, metade dos deputados são eleitos localmente e a outra metade pelas listas nacionais dos partidos. Nesta segunda metade, é necessário, pelo menos, 5% dos votos para ter assento no Bundestag.

Um dado é certo, este será o pior resultado de sempre dos democratas-cristãos, depois dos 32,9% conseguidos há quatro anos. Os inquéritos confirmam ainda que, pela primeira vez na história recente do país, será necessária uma coligação de três forças políticas para formar um Governo maioritário. Resta saber se será o SPD ou a CSU a levar vantagem.

Uma projeção do site Politico, com base nas sondagens, estimativas do voto postal e os primeiros resultados, dá 24,9% ao SPD, 24,7% à CDU/CSU, 14,8% aos Verdes, 11,3% à AfD, 11,2% ao FDP e 5% ao Die Linke.

Segundo a sondagem do Forschungsgruppe Wahlen, 78% dos eleitores foram votar, acima dos 76,2% de 2017. Além do voto hoje nas urnas, os alemães puderam usar o voto postal.

(Notícia atualizada às 18h30 com mais informação)

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