Banca disponível para financiar 60% do negócio dos fundos ECS

Se as propostas pela carteira de hotéis de luxo rondarem os 900 milhões, isto significa que o empréstimo dos bancos ao fundo comprador ascenderá a mais de 500 milhões.

Os bancos estão disponíveis para financiarem 60% da compra dos fundos de reestruturação ECS, que compreende uma carteira de mais de duas dezenas de hotéis, entre outros ativos imobiliários, de acordo com as informações recolhidas pelo ECO junto de fontes próximas da operação.

Com o “negócio imobiliário do ano” a avançar para a fase final, o fundo Davidson Kempner e o consórcio Bain/Cerberus têm até ao final desta quinta-feira para apresentar as best and final offers, numa transação que se poderá fazer por cerca de 900 milhões de euros, segundo o Jornal Económico.

Isto significa que o empréstimo dos bancos poderá ascender a mais de 500 milhões de euros ao fundo que comprar estes ativos.

Entre as instituições com maiores exposições aos fundos de reestruturação ECS estão Novo Banco, BCP e Caixa Geral de Depósitos (CGD). Santander e Oitante (veículo financeiro criado para gerir ativos do Banif que não foram comprados pelo Santander) também detêm unidades de participação dos fundos, mas com menores exposições.

Antes de selecionarem o comprador final, os bancos estiveram em negociações nas últimas semanas para que os fundos melhorassem as suas propostas, e um dos temas que esteve em cima da mesa foi justamente o financiamento bancário.

As instituições financeiras mostraram disponibilidade para financiar o comprador, mas as condições do empréstimo não terão sido do agrado de todos os investidores. Um dos pontos levantados tem a ver com os prazos de reembolso exigentes, pois colocam pressão em torno da venda dos ativos pelo futuro comprador.

O ECO contactou os bancos sobre o tema do financiamento, mas Caixa e BCP não quiseram fazer comentários sobre o processo.

Em causa neste negócio está uma carteira de hotéis de luxo, incluindo o Conrad Algarve, o Cascatas Golf & Resort Spa da Hilton (na foto) e o grupo NAU, entre outros ativos imobiliários.

Segundo o Jornal Económico, os bancos já retiraram sete ativos desta carteira, com o valor bruto de 300 milhões de euros, devido às baixas ofertas apresentadas pelos fundos a cada um deles. Foram eles: Jardins de Birre; o Colombo’s Resort; a Herdade da Barrosinha, em Alcácer do Sal; os Terrenos de Coimbra; Quinta dos Clérigos; Morgado Golf & Country Club, e o Lago Montargil & Villas, no Alentejo. A redução do perímetro da carteira não deverá implicar grandes alterações no preço oferecido pelos investidores na medida que já avaliavam estes ativos a um valor baixo.

É expectável que o comprador venha a ser escolhido até final do ano, prevendo-se o closing da operação durante o primeiro semestre do próximo ano.

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