Mota-Engil alarga emissão de obrigações de 75 milhões para até 110 milhões de euros

A construtora decidiu aumentar o montante máximo a colocar na emissão de dívida em curso de 75 milhões para 110 milhões de euros. Adenda ao prospeto foi enviada à CMVM.

A Mota-Engil decidiu aumentar o montante máximo da emissão de obrigações em curso de 75 milhões para 110 milhões de euros. A decisão foi tomada na terça-feira e anunciada pela construtora aos mercados, num comunicado onde recorda que o aumento era uma possibilidade prevista no prospeto.

A 10 de novembro, a Mota-Engil publicou na CMVM o prospeto da operação, dando conta da intenção de colocar até 75 milhões de euros por via da emissão de 150 mil títulos de dívida ligados a critérios de “sustentabilidade”. A empresa paga um juro fixo bruto de 4,25% (ou 3,06% líquidos, subtraindo a taxa liberatória de 28%).

Na terça-feira à noite, a empresa enviou ao regulador dos mercados de capitais uma “adenda” ao prospeto, dando conta de que foi decidido “aumentar o número máximo de obrigações” a emitir para 220 mil, “e, por conseguinte, aumentar o respetivo valor nominal global para até 110 milhões de euros”.

A decisão é tomada mais de uma semana depois de ter arrancado as subscrições das novas obrigações, que vencem em cinco anos. Cada título tem um valor nominal de 500 euros e a subscrição mínima é de cinco obrigações, isto é, 2.500 euros. O período de subscrições termina a 26 de novembro, sendo que a operação abrange também a troca voluntária de obrigações que vencem em 2022 e 2023, sujeita a um prémio adicional.

Esta emissão está ligada a critérios de “sustentabilidade”. A empresa compromete-se a “promover a melhoria de um indicador-chave de desempenho”, designadamente o índice dos acidentes de trabalho não mortais com baixa, que estava em 5,51 no final de 2020 e tem de descer para 3,30 até ao final de 2025.

Se isso não acontecer, a construtora entrega aos obrigacionistas uma remuneração adicional de 1,25 euros por título na data do reembolso final.

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