Inflação sobe para 4,9% na Zona Euro em novembro

Portugal tem a segunda taxa de inflação mais baixa (2,7%) entre os Estados-membros, mas registou uma aceleração face aos 1,8% do mês anterior.

A inflação em território europeu continua a acelerar, sobretudo devido ao aumento dos preços da energia. Depois de ter passado a barreira dos 4% em outubro, esta taxa aumentou para 4,9% em novembro na Zona Euro, mostra a estimativa do Eurostat. Portugal tem a segunda taxa mais baixa entre os Estados-membros (2,7%), acelerando de 1,8% no mês anterior.

Em novembro, a inflação estava em 4,9% na Zona Euro, o equivalente a uma subida de 0,5% face a outubro (4,1%). Entre os vários Estados-membros, a Lituânia (9,3%), a Estónia (8,4%) e a Letónia (7,4%) brilharam com as taxas de inflação mais altas de toda a Zona Euro. No outro lado da tabela aparecem Malta (2,3%), Portugal (2,7%) e a França e a Finlândia (3,4%) com as taxas mais baixas.

Evolução da taxa de inflação na Zona Euro.Eurostat

Excluindo os preços da energia, a taxa de inflação seria de 2,5%, ou seja, já fora do limiar de 2% definido pelo Banco Central Europeu (BCE). Apesar disso, são admitidos desvios temporários e moderados, por isso, Christine Lagarde disse ser “muito improvável” o BCE subir juros no próximo ano, tranquilizando aqueles que apostavam numa subida das taxas de referência.

Como já afirmou a presidente do BCE, e como refere o Eurostat nesta estimativa rápida, o aumento dos preços da energia são os grandes responsáveis pelo agravamento da inflação. Estima-se que a taxa de inflação na energia tenha o maior aumento anual de sempre em novembro (27,4%), acima dos 23,7% observados em outubro. Por sua vez, a inflação nos serviços deve subir para 2,7% e na alimentação, álcool e tabaco para 2,2%.

Em certos países, a taxa de inflação tem disparado de tal maneira que está em máximos de sempre. É o caso da Alemanha e de Espanha, com taxas de 6% e 5,6% em novembro, os valores mais altos desde que o Euro entrou em circulação.

O BCE tem vindo a cortar nos estímulos monetários à economia mas, com a inflação a subir cada vez mais, seria de esperar que houvesse um aumento nas taxas de juro. Apesar disso, Lagarde já descartou essa hipótese, pelo menos no próximo ano. A próxima reunião do BCE para discutir a retirada de estímulos monetários na Zona Euro acontece a 16 de dezembro.

(Correção à notícia. Portugal registou uma aceleração da inflação face ao mês anterior, e não uma desaceleração como tinha sido escrito)

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