Banco de Inglaterra sobe juros pela primeira vez em três anos e meio

Pela primeira vez em três anos e meio, os juros vão aumentar. Banco central britânico decidiu aumentar taxa para 0,25% de forma a controlar a inflação.

O Banco de Inglaterra vai aumentar os juros pela primeira vez em três anos e meio. De acordo com o The New York Times (acesso pago), a instituição liderada por Andrew Bailey vai subir a taxa de 0,1% para 0,25%, numa tentativa de controlar um aumento da inflação.

Foi uma notícia que apanhou de surpresa os mercados. A taxa de juro estava nos 0,1% desde março de 2020, altura em que os mercados foram abalados pelo aparecimento da pandemia, levando o Governo britânico a adotar medidas mais duras. Agora, o banco central daquele país decidiu aumentar os juros em 0,15 pontos base para 0,25%.

O Banco de Inglaterra é, assim, o primeiro grande banco central a aumentar a taxa de juro. Esta decisão acontece numa altura em que a inflação tem vindo a subir, estando atualmente, está no nível mais alto da última década, diz o New York Times.

No mês passado, o Banco de Inglaterra previu que a inflação chegasse aos 4,5% em novembro, mas não acreditava que chegasse ao pico de 5% até abril. Mas a inflação acelerou para 5,1% em novembro, o valor mais alto desde setembro de 2011. Assim, esta quarta-feira, o banco central atualizou as previsões e antecipou que a inflação ficaria em cerca de 5% durante a maior parte do inverno, atingindo um máximo de cerca de 6% em abril.

“Havia quem achasse que se devia esperar por mais informações quanto à capacidade de resistência da Ómicron às atuais vacinas [contra a Covid] e quanto aos efeitos económicas desta nova vaga”, referiram os governadores esta quinta-feira, de acordo com a ata da reunião. “Havia, no entanto, também argumentos fortes para se apertar já a política monetária” devido à força das pressões inflacionárias na economia.

Depois de ser conhecida esta decisão, a libra disparou em relação ao dólar americano, estando a valorizar quase 1%.

A inflação na Zona Euro está no nível mais alto de todos os tempos, desde que nasceu o Euro. Apesar disso, o Banco Central Europeu (BCE) está mais preocupado com as projeções a médio prazo, que ainda estão abaixo da meta de 2%.

Nos Estados Unidos os preços estão a subir ao ritmo mais rápido em quase 40 anos, levando a Reserva Federal norte-americana (Fed) a anunciar que vai reduzir o programa de compra de dívida mais cedo do que o previsto, sinalizando ainda três possíveis aumentos da taxa de juro no próximo ano.

(Notícia atualizada às 13h17 com mais informação)

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