Governo admite alargar número de testes gratuitos à Covid por utente

Marta Temido admite que o Governo poderá aumentar o número de testes rápidos à Covid comparticipados pelo Estado. "É uma medida que poderá avançar na próxima semana", disse a ministra da Saúde.  

A ministra da Saúde admite que o Governo poderá aumentar o número de testes rápidos à Covid por utente comparticipados pelo Estado. “É uma medida que poderá avançar na próxima semana”, disse Marta Temido.

No contexto do apelo “a uma maior realização de testes”, o Executivo está a ponderar “eventualmente o alargamento do número de testes que o Governo disponibiliza por indivíduo”, afirmou Marta Temido, na conferência de imprensa desta sexta-feira sobre a situação epidemiológica em Portugal, quando questiona sobre a elevada procura por estes testes.

Depois de um mês e 18 dias de interrupção, a 19 de novembro os testes rápidos de antigénio à Covid-19 voltaram a ser comparticipados a 100% pelo Estado. Esta medida prevê que sejam realizados, no máximo, quatro testes por utente por mês nas farmácias ou laboratórios aderentes, independentemente da idade ou do estado vacinal do utente.

Neste contexto, Marta Temido referiu ainda que este “será um alargamento que será possível e equacionável no contexto do que estamos a acompanhar”, escusando-se, no entanto, a adiantar o número de testes que poderão ser comparticipados. Esta é “uma medida que poderá avançar na próxima semana”, sinalizou Marta Temido.

Esta possibilidade surge numa altura em que Governo passou a exigir a apresentação de um teste à Covid (PCR ou teste rápido de antigénio) ou, em alternativa, apresentação do certificado de recuperação para viajar para Portugal, para entrar em bares e discotecas, nas visitas a lares, nas visitas aos doentes internados em qualquer instituição de saúde, bem como “em todos os grandes eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados”, sejam estes de natureza cultural ou desportiva. Face a esta decisão, tem-se verificado alguns constrangimentos nas farmácias que realizam os testes rápidos de antigénio, bem como, de escassez de autotestes, dados os apelos à testagem massiva da população.

Atualmente já há 944 farmácias e 438 laboratórios de norte a sul de Portugal abrangidos por esta comparticipação, de acordo com a lista atualizada na quinta-feira pelo Infarmed.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h15)

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