Dos testes à “dieta social”, oito regras para um Natal seguro em tempos de pandemia

Caso passe a Consoada ou o almoço de Natal com os seus familiares há regras que pode cumprir para minimizar o risco de contágio da Covid-19. O ECO preparou um guia com oito recomendações.

O Natal é habitualmente um sinónimo de casa cheia e de grande proximidade entre todos. Pelo segundo ano consecutivo, esta época festiva vai ser marcada pela pandemia, pelo que é aconselhável a que os convívios sejam mais reduzidos.

À semelhança do Natal do ano passado, tanto Governo como DGS têm-se desdobrado em apelos para os portugueses festejem o Natal e o Ano Novo com “segurança e com responsabilidade”, dado que os convívios familiares e de amigos favorecem “a aglomeração de pessoas, com maior proximidade e contacto físico”, sinalizou a entidade liderada por Graça Freitas, aquando do anúncio das recomendações para esta quadra.

Se no ano passado o Governo decidiu dar “um voto de confiança aos portugueses”, este ano face ao agravamento da pandemia e à incerteza gerada em torno da variante Ómicron, que é já responsável por quase metade dos novos casos identificados no país, o Governo decidiu implementar um conjunto de regras específicas para o período de Natal (24 e 25 de dezembro) e de Ano Novo (30, 31 de dezembro e 1 de janeiro), que incluem a exigência de apresentação de teste à Covid para acesso a restaurantes, casinos e festas de passagem de ano, a proibição de ajuntamentos na via pública de mais de dez pessoas na passagem de ano e a proibição de consumo de bebida alcoólicas na via pública.

Além disso, foram antecipadas em uma semana as medidas que estavam previstas arrancar para a semana de contenção, pelo que o teletrabalho vai passar a ser obrigatório e as discotecas e bares vão encerrar já a partir das 00h00 de dia 25 de dezembro. Ao mesmo tempo, vai passar a ser exigido a apresentação de um teste negativo (PCR ou teste rápido de antigénio) também para entrar “nos estabelecimentos turísticos ou de alojamento local, nas cerimónias familiares, como batizados e casamentos”, eventos empresariais, bem como para espetáculos culturais e para todos os eventos desportivos (salvo indicação em contrário da DGS).

Dos testes à “dieta social”, passando pelo arejamento dos espaços, o ECO preparou um conjunto de oito recomendações que deve ter em conta para minimizar os riscos de contágio da doença caso desfrute da Consoada ou do almoço de Natal com os seus familiares:

  • Aproveitar todas as oportunidades de vacinação – Todas as pessoas que estejam elegíveis para vacinação devem estar vacinadas (incluindo com as doses de reforço para os maiores de 65 anos), dado que está cientificamente provado que a vacina diminui a possibilidade de contágio, bem como a probabilidade de desenvolver doença grave. “As vacinas permitem-nos estar muito melhor com uma variante Delta, que é bem mais transmissível, face ao vírus original”, aponta Bernardo Gomes, médico de Saúde Pública e investigador do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, ao ECO.
  • Faça testes rápidos antes e depois dos encontros de Natal – Antes da Consoada ou o almoço de Natal com os seus familiares é “sensato” fazer um teste rápido, seja ele teste rápido de antigénio ou teste rápido na modalidade de autoteste, e repeti-lo “dois dias depois”. “É uma coisa que está ao alcance de todos e dá-nos uma maior segurança”, sinaliza Manuel Carmo Gomes, epidemiologista e membro da Comissão de Vacinação Técnica contra a Covid.
  • Faça uma “dieta social” uma semana antes do Natal – Uma semana antes do Natal tente “restringir o contacto social”, dado que, isso dará “uma maior segurança” para os convívios familiares. Se não for possível evitar encontros sociais, Bernardo Gomes sugere que faça um teste rápido para descartar a probabilidade de estar infetado.
  • As pessoas a quem tenha sido determinado isolamento profilático ou que estejam infetadas devem permanecer em isolamento. À semelhança da vacinação, da ventilação dos espaços e dos testes esta é uma das regras que deve vigorar independentemente de ser um período festivo ou não e significa que pessoas com sintomas — tosse, febre, dificuldade respiratória, perda de paladar e/ou olfato, cansaço ou dores no corpo, entre outros — não devem estar presentes na consoada ou no tradicional almoço de Natal até que seja realizado um teste de despiste. Além disso, Manuel Carmo Gomes sublinha que “se alguma pessoa testar positivo deve auto isolar-se e contactar a linha SNS 24 para fazer um teste confirmatório PCR. É muito importante essa disciplina”.
  • Outro dos concelhos deixados por Bernardo Gomes e Manuel Carmo Gomes passa por “minimizar o número de agregados familiares que se juntam”, isto apesar de referirem que não há um número mágico para os encontros familiares. “Quanto menor for o número de pessoas menor é o risco de contágio”, resume Bernardo Gomes.
  • Nestes encontros não devem também ser esquecidas as outras três “regras de ouro” que têm vigorado durante a pandemia, isto é, o distanciamento social recomendado, a etiqueta respiratória e a higienização das mãos. Nesse contexto, a DGS reforça que se deve utilizar “mais do que uma mesa, sempre que possível”.
  • Os encontros devem realizar-se e “espaços amplos” e deve também ser promovido o arejamento dos espaços, dado que a transmissão é a maioritariamente feita por aerossóis. Neste aspeto, deve-se dar prioridade à ventilação natural, isto é, através das janelas. Caso não seja possível, Bernardo Gomes sugere, por exemplo, apostar “em filtros hepa ou caixas de ventilação que renovam o ar”.
  • Tal como consta nas sete recomendações anunciadas pela DGS, deve ser promovido o uso de máscara “quando não se estiver a consumir alimentos ou bebidas, particularmente na presença de pessoas mais vulneráveis, que devem ser ainda mais protegidas”.

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