Terceiro leilão extraordinário de eletricidade decorre a 20 de janeiro

  • Lusa
  • 12 Janeiro 2022

Os leilões extraordinários foram decididos pela ERSE para mitigar os riscos para o funcionamento do mercado elétrico decorrentes dos elevados preços e volatilidade nos mercados grossistas.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) promove em 20 de janeiro o terceiro leilão extraordinário para a colocação de energia adquirida pelo Comercializador de Último Recurso (CUR) a produtores em regime especial (PRE).

“Estes leilões permitem aos agentes comercializadores sem formas de cobertura do risco de preço de compra da energia (sem produção no grupo económico ou sem contratos bilaterais que assegurem preço fixo) poder assegurar maior controlo e previsibilidade nesse mesmo aprovisionamento de eletricidade”, adianta o regulador em resposta à Lusa.

No entender da ERSE, “este mecanismo contribui para minimizar impactes adversos no mercado da conjuntura adversa de preços (elevados e muito voláteis), assegurando um nível mais equitativo de condições de aquisição de eletricidade para a generalidade dos comercializadores e, consequentemente, a possibilidade de manterem as condições aos seus clientes também elas mais estáveis”.

Os leilões extraordinários foram decididos pela ERSE como uma medida para mitigar os riscos para o funcionamento do mercado elétrico decorrentes dos elevados preços e volatilidade nos mercados grossistas, tanto no mercado português, como da generalidade dos mercados europeus.

Os aumentos de preços da eletricidade que afetam uma grande parte da Europa devem-se, entre outros fatores, à subida do preço do gás nos mercados internacionais, que é utilizado em centrais elétricas de ciclo combinado e que fixa o preço de mercado na maioria das vezes do dia, e ao aumento do preço dos direitos de emissão de dióxido de carbono (CO2).

Ao longo de 2021, os preços da eletricidade no mercado grossista ibérico multiplicaram por nove vezes, ultrapassando a barreira dos 300 euros/MWh.

A crise energética fez três baixas na comercialização de eletricidade em Portugal: a HEN foi a primeira a fechar operação, passando os seus cerca de 3.900 clientes para o mercado regulado, seguindo-se empresa Energia Simples (PH Energia), que enviou cerca de 5.300 clientes para o comercializador de último recurso, e a ENAT – Energias, que tinha 4.900 clientes.

Por seu lado, a Coopérnico deixou de ter tarifas fixas de eletricidade e manteve apenas um tarifário indexado aos preços no mercado grossista, refletindo todos os meses as variações existentes, para travar as perdas acumuladas com o disparar dos preços da energia.

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