Euronext vê “duas ou três” cotadas saírem do PSI-20 em março

Regras do principal índice bolsista português vão mudar no final de março. Isabel Ucha admite que “duas ou três cotadas” vão ser despromovidas por conta dos novos requisitos.

A bolsa portuguesa vai ter novas regras a partir de março e a presidente da Euronext Lisbon admite que “duas ou três cotadas” vão ser despromovidas por não cumprirem com os novos requisitos.

As mudanças já haviam sido anunciadas no ano passado. O PSI-20 vai chamar-se apenas PSI, e vai deixar de haver um limite mínimo de 18 cotadas. Além disso, há um novo requisito que as empresas têm de cumprir para integrarem o principal índice bolsista português: uma capitalização bolsista de pelo menos 100 milhões de euros em free float.

Mediante as novas regras, Isabel Ucha antecipa que “duas ou três” cotadas que estão agora no PSI-20 possam ter de abandonar o índice quando as novas regras entrarem em vigor.

“Ao eliminar este mínimo de cotadas no PSI, e olhando para o free float, verificamos, atualmente, que poderá haver duas ou três empresas que possam não cumprir o mínimo dos 100 milhões, o que significa que o índice vai ficar com menos empresas”, adiantou esta quinta-feira presidente da dona da bolsa de Lisboa, num encontro virtual com os jornalistas.

Disse, no entanto, que terá de esperar pelo final de março para verificar a capitalização das empresas para saber se cumpre ou não os requisitos.

A Euronext avançou para novas regras depois das queixas dos investidores relativamente a dificuldades de negociação do índice, segundo explicou Isabel Ucha. Algumas cotadas apresentam um capital disperso em bolsa muito reduzido, o que dificulta a negociação de investidores que transacionam grandes blocos de ações, provocando com isso fortes oscilações nos preços e não contribuindo para uma justa formação dos preços no mercado.

“Se queríamos ter um índice mais forte e atrativo, não podíamos ter empresas pequenas”, frisou ainda.

Isabel Ucha revelou que teve de explicar “muito bem” as novas regras aos emitentes, sobretudo aqueles que sairão mais a perder. “Um índice que não serve os investidores, também não serve os emitentes. (…) Observamos que havia produtos indexados ao índice que começaram a desaparecer e outros cuja negociação começou a cair progressivamente”, explicou.

A presidente da bolsa sublinhou ainda a saída do PSI-20 terá um impacto “relativamente limitado ou muito limitado mesmo” ao nível da negociação do índice.

Atualmente, o PSI-20 integra 19 empresas e fechou 2021 com uma capitalização bolsista de 82 mil milhões de euros, o segundo valor mais alto desde 2000, sendo apenas inferior aos 90 mil milhões atingidos em 2007, antes da crise do subprime nos EUA.

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