Pharol, Ramada e Novabase na porta de saída do PSI-20

Presidente da bolsa de Lisboa admitiu que “duas ou três” cotadas podem abandonar o índice de referência em março por não cumprirem mínimo de 100 milhões de euros de capital disperso em bolsa.

Pharol, Ramada e Novabase estão na pole position para abandonarem o índice de referência bolsista português a partir de março, quando entrarem em vigor as novas regras do PSI-20.

Isabel Ucha, a presidente da Euronext Lisbon, admitiu esta quinta-feira que “duas ou três” cotadas que integram atualmente o PSI-20 estão na porta de saída daquele índice, que passará a ter exclusivamente empresas com um mínimo de 100 milhões de euros de capitalização bolsista dispersa no mercado (o chamado free float) a partir do final de março.

De acordo com a Reuters, há três cotadas que não cumprem atualmente este requisito. A tecnológica Novabase apresenta um free float de apenas 37,8 milhões de euros, tendo apenas 22% do seu capital disperso em bolsa, ou seja, há margem para reverter a saída. A Ramada está na mesma situação: tem um free float de 41 milhões de euros, correspondendo a 22% da sua capitalização bolsista de 180 milhões de euros.

Por seu turno, a Pharol, que tem como ativos uma participação na operadora brasileira Oi e ainda dívida da Rioforte, apresenta um free float de 54,8 milhões, cerca de 66% do capital.

Se estas três cotadas chegarem ao final de março com o free float abaixo dos 100 milhões, deixarão de figurar na principal montra acionista de Portugal porque o PSI (assim passará a ser designado o índice, deixando cair o 20) deixará de ter um número mínimo de cotadas no seu índice (18 é o número mínimo atualmente). Esta é outra das alterações em vista.

Com um free float de 113,5 milhões de euros, a Ibersol, que explora o Burger King, Pizza Hut, KFC, entre outras cadeias de restaurantes, também arrisca a saída do PSI se as ações tiverem um mau desempenho nos próximos meses e cair abaixo da fasquia “mágica”.

Isabel Ucha explicou aos jornalistas que as novas regras visam dar maior dinâmica ao PSI-20, que vinha perdendo fulgor por causa das cotadas mais pequenas.

“Se queríamos ter um índice mais forte e atrativo, não podíamos ter empresas pequenas”, frisou.

“Um índice que não serve os investidores, também não serve os emitentes. (…) Observamos que havia produtos indexados ao índice que começaram a desaparecer e outros cuja negociação começou a cair progressivamente”, explicou.

Admitiu ainda que as empresas que estão para sair têm um peso de 1% no índice e que a saída do PSI-20 terá um impacto “muito limitado” naquilo que é a sua negociação em bolsa.

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