Banco polaco do BCP perde mais de 290 milhões de euros em 2021

Bank Millennium fechou 2021 com perda superior a 1.330 milhões de zlótis, o equivalente a pouco mais de 290 milhões de euros. Resultado líquido foi castigado por provisões. Tinha tido lucro em 2020.

O Bank Millennium, que é detido pelo BCP em 50,1%, registou prejuízos superiores a 1.300 milhões de zlótis em 2021, o que equivale a mais de 290 milhões de euros. O banco com sede na Polónia tinha lucrado 23 milhões de zlótis (5,1 milhões de euros) no ano anterior, já de si uma queda de 96%.

Segundo comunicado enviado esta terça-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Bank Millenium indica que o resultado líquido consolidado do grupo em 2021 foi negativo em 1.331,9 milhões de zlótis, uma perda equivalente a 291,9 milhões de euros, aproximadamente.

O banco polaco do BCP justifica as perdas com o impacto substancial de “provisões relacionadas com riscos legais associados à carteira de créditos hipotecários concedidos em moeda estrangeira” no valor de 2.305,2 milhões de zlótis (505,3 milhões de euros). Uma parte significativa, acima de 457 milhões de euros, diz respeito à “carteira de créditos hipotecários concedidos pelo banco” e à carteira do Euro Bank.

Em 6 de outubro de 2021, tinha sido noticiado que o banco decidiu aumentar o valor das provisões para os riscos legais, altura em que alertou os investidores para os prováveis prejuízos em 2021. Esta terça-feira, o Bank Millennium avança que as provisões representam, atualmente, 25,7% do valor da carteira de créditos hipotecários em moeda estrangeira.

No ano passado, a produção de crédito hipotecário do banco atingiu o equivalente a 2,1 mil milhões de euros. É um crescimento de 46% em termos homólogos. “Os cash loans aumentaram 21%, em termos homólogos”, acrescenta também o Bank Millennium, num comunicado. O return on equity (ROE) do ano foi negativo em 16,3%, enquanto o rácio cost to income ascendeu a 46,2%.

A instituição financeira sublinha ainda que os proveitos operacionais encolheram 0,5% na comparação homóloga, embora tenham crescido 9,2% no último trimestre do ano. A margem financeira subiu 5% no acumulado do ano, mas 14,7% nos três meses até dezembro, “refletindo o impacto do aumento das taxas de juro registado em 2021”. As receitas com comissões aumentaram 11,3% em 2021.

No plano dos custos operacionais, estes caíram 6,3% em termos homólogos. O banco justifica esta melhoria com os “menores custos relacionados com contribuições regulamentares e iniciativas de corte de custos”.

No final do ano, o banco polaco do BCP contava com 2,69 milhões de clientes ativos, mais 30 mil só no último trimestre, apesar de sinalizar que a metodologia de cálculo deste indicador mudou a partir de dezembro de 2020. Os depósitos dos clientes particulares subiram 7%, enquanto os das empresas aumentaram 29%.

(Notícia atualizada pela última vez às 7h50)

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