Crédito Agrícola aumenta lucros em 83% para 158,8 milhões em 2021

Grupo liderado por Licínio Pina viu o banco reverter as imparidades e provisões que tinha constituído em 2020 e com isso conseguiu aumentar os lucros em 83% para 158,8 milhões.

O Crédito Agrícola registou lucros de 158,8 milhões de euros em 2021, o que representa uma subida de 82,9% em relação a 2020. A subida dos resultados líquidos resultou, em grande medida, da reversão de imparidades e provisões do banco, que teve um contributo positivo de 76 milhões de euros para o grupo liderado por Licínio Pina.

Em causa está uma reversão líquida de imparidades e provisões de 2,2 milhões, que compara com o reforço líquido de 73,6 milhões em 2020 (ano da pandemia).

O grupo explica que a redução de 75,8 milhões face a 2020 se deveu a vários fatores, incluindo uma diminuição de 21,7 milhões de euros em provisões do exercício, na sua maioria relacionado com compromissos e garantias concedidos e com provisões genéricas para cobertura de risco de crédito de ativos imobiliários detidos e uma diminuição das imparidades específicas de crédito em 49,6 milhões de euros justificada pela redução do peso da exposição de crédito em nível de risco 3 (stage 3).

De acordo com as contas divulgadas esta segunda-feira, isto fez com que o negócio bancário do Crédito Agrícola tivesse lucrado 143,3 milhões de euros, mais do que duplicando em relação aos 68,5 milhões de euros de 2020.

Por outro lado, as empresas seguradoras do Crédito Agrícola tiveram uma subida de 16,3% do lucro para 11,9 milhões, enquanto os veículos de investimento imobiliário perderam 12 milhões, traduzindo um agravamento de 34% em comparação com o ano anterior.

Contas feitas, o grupo regista uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) consolidados de 8,1% no final de 2021, um aumento de 3,2 pontos percentuais em relação a 2020.

O ativo do Crédito Agrícola subiu 11,2% para 26,1 mil milhões de euros, dos quais 11,7 mil milhões correspondem à carteira de crédito a clientes – aumentou 4,8% em 2021, o que “reflete a continuação do apoio prestado pelo grupo à economia nacional e a sua dinâmica comercial, num contexto económico-social severo”, indica a instituição. Já os depósitos bancários aumentaram 12,8% para 19,2 mil milhões.

O Crédito Agrícola continua a ter de lidar com um malparado acima da média do setor. O rácio de NPL (non performing loans) era de 7,2% no final do ano passado, menos 0,9 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Já tinha acumulado imparidades de NPL de 267,2 milhões.

Os níveis de solidez e liquidez “mantêm-se acima dos níveis mínimos recomendados”, com o grupo a reportar rácios CET1 e de fundos próprios totais de 17,6%.

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