EDP Renováveis e francesa Lhyfe vão promover projetos de hidrogénio renovável

  • Lusa
  • 24 Maio 2022

Ao abrigo deste acordo, a EDP Renováveis (EDPR) fornecerá eletricidade renovável aos projetos de geração de hidrogénio da Lhyfe. Empresa portuguesa aumenta portefólio em França.

A EDP Renováveis anunciou esta terça-feira uma parceria industrial com a francesa Lhyfe para a identificação, desenvolvimento, construção e gestão conjunta de projetos de produção de hidrogénio renovável.

“Após a conclusão com sucesso do aumento de capital realizado pela Lhyfe na oferta pública inicial (IPO) e admissão no mercado regulamentado da Euronext em Paris, a EDPR celebrou um acordo com a empresa francesa para identificar, desenvolver, construir e gerir conjuntamente projetos de produção de hidrogénio renovável”, avança a EDP Renováveis em comunicado.

Ao abrigo deste acordo, a EDPR fornecerá eletricidade renovável aos projetos de geração de hidrogénio da Lhyfe.

Paralelamente, “as duas empresas irão identificar oportunidades para o codesenvolvimento de projetos, com a participação da EDPR a atingir potencialmente até 50% do capital do projeto”, ao mesmo tempo que “trabalharão juntas em atividades de P&D [pesquisa e desenvolvimento], desenvolvimento de novos projetos e aquisição de equipamentos”.

“Este acordo visa criar valor aproveitando as sinergias das competências e capacidades complementares das duas empresas, impulsionando o crescimento do portefólio da EDPR, especialmente em França, e contribuindo para o desenvolvimento dos projetos da Lhyfe em todo o mundo”, lê-se no comunicado.

“Também contribui para alcançar maior expertise operacional e comercial em projetos de hidrogénio renovável”, acrescenta.

Citado no comunicado, o presidente executivo da EDP e da EDP Renováveis congratula-se com a concretização deste “importante negócio com a Lhyfe no âmbito do seu IPO”, salientando que o grupo EDP está “firmemente empenhado em promover a descarbonização de todos os setores, incluindo os mais difíceis de eletrificar”.

“Acreditamos que o hidrogénio renovável poderá complementar a eletrificação direta como o melhor meio para reduzir as emissões de CO2 [dióxido de carbono] e alcançar a descarbonização da economia”, afirma Miguel Stilwell d’Andrade.

Enfatizando que esta parceria com a Lhyfe “reafirma a aposta da EDP no setor do hidrogénio renovável”, a empresa aponta como “ambição […] alcançar 1,5 GW [Gigawatts] de capacidade de produção de hidrogénio verde até 2030”.

Neste âmbito, o grupo criou a H2BU (H2 Business Unit), uma unidade de negócio “especialmente dedicada ao desenvolvimento de projetos de hidrogénio renovável e focada no desenvolvimento de oportunidades em setores promissores, como a indústria siderúrgica, química, refinarias e fábricas de cimento, bem como transportes pesados de longo curso”.

Também citado no comunicado, o fundador e presidente executivo da Lhyfe afirma: “Estamos muito orgulhosos de concluir este acordo com um dos maiores produtores de energia renovável do mundo. A confiança depositada em nós pela EDPR permite-nos encarar com confiança o desenvolvimento do nosso hidrogénio renovável em todo o mundo e em larga escala”.

“Estamos ansiosos para desenvolver as nossas futuras instalações de produção ao seu lado, e para descarbonizar imediatamente a mobilidade local e os usos industriais, graças ao agrupamento dos nossos pontos fortes”, acrescenta Matthieu Guesné.

A EDP garante estar “na vanguarda desta solução de energia limpa, através do seu papel de liderança em vários projetos como o GreenH2Atlantic, um projeto de produção de hidrogénio renovável de 100 MW [Megawatts] em Sines (Portugal), que é um dos três projetos selecionados pelo Green Deal para demonstrar a viabilidade da produção de hidrogénio verde”.

Adicionalmente, lembra estar “a promover outros projetos em Espanha e no Brasil, no âmbito dos seus planos de transição justa para transformar centrais de carvão em centros tecnológicos limpos”, e “ativamente envolvida com os players importantes do hidrogénio, aproveitando a sua significativa carteira de ativos renováveis, nomeadamente nos EUA”.

O IPO da Lhyfe teve como objetivo “apoiar a estratégia de desenvolvimento e crescimento da empresa”, apontada como “uma das pioneiras a nível mundial na produção de hidrogénio verde renovável” e que possui uma carteira de mais de 4,8 GW de capacidade total instalada em 93 projetos a ser desenvolvidos na Europa, a que somam 200 MW que planeia instalar até 2026 e mais 3 GW até 2030.

Entre esses 93 projetos, 20 são descritos como estando “em fase avançada de desenvolvimento, com capacidade total de 380,5 MW prevista para entrar em operação entre 2023 e 2026”.

De acordo com a EDP, as previsões apontam que a procura global por hidrogénio “aumente seis vezes entre 2020 e 2050, a atingir 530 milhões de toneladas em 2050, impulsionada pelo crescimento económico e pela multiplicação de usos, tanto na indústria quanto na mobilidade”, sendo que “a participação de hidrogénio renovável deve representar 60% da procura total de hidrogénio até 2050”.

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