Banco de Fomento vai mudar de instalações e está a contratar

Dois anos depois, o banco está a contratar para fazer face às novas funções, nomeadamente relacionadas com o PRR, e está a preparar a mudança para o novo edifício da AGEAS no Porto.

O Banco Português de Fomento vai mudar de instalações porque é necessário acomodar uma equipa mais vasta para fazer face às novas solicitações a que a instituição tem de responder.

Quando foi feita a fusão da IFD e da PME Investimentos na Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua (SPGM) para dar origem ao Banco Português de Fomento, as equipas foram todas concentradas no edifício da SPGM na Rua Mota Pinto, Porto. As instalações foram alvo de uma grande remodelação para criar um open space que ajudasse a promover a integração dos colaboradores.

A Franca Arquitetura, um atelier que já tinha sido escolhido em 2019 para remodelar e ampliar as instalações da SPGM, voltou a ser o escolhido, sempre por ajuste direto, para requalificar a sala de reuniões existente na sala do conselho, alterar o acesso e forma de utilização da mesma e aumentar a área útil das instalações para acomodar estações de trabalho, criar uma zona de “copa”, inutilizando a existente, e mudar remodelar espaços, como instalações sanitárias e outros.

Em 2019 o contrato foi de 6.190 euros e em 2020, a obra de ampliação e remodelação de instalações para acolher o Banco Fomento estava orçada em 14.830 euros. Mas houve outras empresas envolvidas, como a empresa de engenharia Sousa Marques (9.600 euros) ou o gabinete de arquitetura e engenharia Arqueuro responsável pela revisão dos projetos, fiscalização da obra e coordenação de segurança e saúde (47.000 euros).

Dois anos depois, o banco está a contratar para fazer face às novas funções nomeadamente relacionadas com o Plano de Recuperação e Resiliência, mas também para colmatar as inúmeras saídas de colaboradores – que o banco não quantifica, apesar de questionado pelo ECO nesse sentido – e por isso está a preparar a mudança para o novo edifício da AGEAS no Porto, onde deverá ocupar dois andares, ao que o ECO apurou.

Oficialmente a instituição liderada por Beatriz Freitas apenas diz que “a eventual alteração de instalações está imbuída do mesmo racional e será comunicada oficialmente caso venha a ser executada/concluída”.

Estas contratações estão a ser feitas tanto no setor público como no privado. O BPF “tem como objetivo premente o reforço dos seus recursos humanos, de caráter técnico e de know-how, em face da importante missão que lhe é atribuída por lei, pelos respetivos estatutos e pelos compromissos assumidos pelo Estado português em sede do Plano de Recuperação e Resiliência”, confirmou ao ECO fonte oficial da instituição, em referência ao papel que o banco desempenha “através da execução de investimentos e do apoio de projetos do setor privado nas dimensões verde, digital e resiliência”, como é sublinhado no relatório e contas de 2020, aprovado na assembleia geral de 31 de maio. Um relatório que revela que, em 2020, os gastos com pessoas ascenderam a 8,9 milhões de euros.

“É nesse quadro que se confirmam diversas contratações (do setor privado e / ou público) que estamos a tentar concluir, com vista a obter a colaboração de pessoas que, pela sua experiência, estão aptas a desempenhar as funções que lhes sejam cometidas, com o objetivo último de ajudar a que o BPF seja bem sucedido no cumprimento da respetiva missão”, acrescenta a mesma fonte.

Ao que o ECO apurou, essas contratações passam por integrar cinco colaboradores da Parvalorem. Recorde-se que em abril do ano passado, já se tinha iniciado o processo de integração de elementos do antigo BPN para desempenhar funções técnicas. A indicação para a instituição ir buscar os profissionais do ex-BPN terá emanado do Ministério da Economia já que os trabalhadores da Parvalorem não são equiparados a funcionários públicos e, como tal, não podem aproveitar as ofertas de emprego no âmbito da Bolsa de Emprego Público. Colocações noutras empresas públicas, como o Banco de Fomento, são a única alternativa, além da saída para o setor privado.

Por outro lado, o banco também escolheu Manuel Maria Mendes Coelho de Queiroz Ribeiro, que era adjunto do ex-ministro da Economia Siza Vieira.

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