Colt reforça investimento em Portugal e quer contratar 40 pessoas este ano

O reforço das equipas em Portugal tem como objetivo "aumentar a capacidade de resposta da empresa face às necessidades crescentes dos clientes nacionais e internacionais", diz a Colt.

A Colt quer reforçar a operação em Portugal e pondera “novos investimentos em novas rotas e ligações nas zonas de amarração dos cabos submarino, em particular em Sines”. A empresa, que já tem três centros de competência, quer contratar mais talento para saltar dos atuais mais de 100 colaboradores para 140 até ao final deste ano.

O reforço das equipas em Portugal tem como objetivo “aumentar a capacidade de resposta da empresa face às necessidades crescentes dos clientes nacionais e internacionais, e que decorrem do incremento da mão-de-obra remota e da procura acrescida por soluções mais duradouras, resilientes, seguras e elásticas”, justifica a empresa, em comunicado.

Está a recrutar software developers (Full Stack Developers, UI Developers, Application Developers), especialistas de segurança (Network Virtualisation & Security Specialists/ Consultants), especialistas de redes IP (SDWAN and NFVi), e profissionais para as áreas de gestão e de suporte aos clientes.

Os futuros profissionais irão juntar-se aos mais de 100 que já trabalham na Colt atualmente. A empresa avançou para um modelo de trabalho híbrido no mercado nacional, dando aos colaboradores a oportunidade de decidir sobre a partir de que local pretendem trabalhar. Há apenas uma reunião mensal presencial, tal como avançou Carlos Jesus, country manager da Colt Portugal e VP Global Service Delivery da Colt, em entrevista à Pessoas.

“Estamos realmente a experimentar um modelo híbrido em que os nossos colaboradores podem escolher se trabalham a partir de casa ou no escritório, e a quantidade de dias e horários em que o fazem. No entanto, reunimos pelo menos uma vez por mês toda a gente nos nossos escritórios, para permitir que as pessoas possam estar todas juntas, interagir umas com as outras e colaborarem mais diretamente. Ainda que haja uma clara preferência pelo trabalho remoto, a verdade é que muitos dos nossos colaboradores estão a ir ao escritório pelo menos uma vez por semana”, justificou o gestor.

A Colt também está a avaliar a possibilidade de realizar novos investimentos na criação de mais rotas entre Portugal e Espanha, assim como de novas ligações em Portugal, nomeadamente em Sines e nas restantes zonas de amarração dos cabos submarinos.

“Os cabos submarinos são a espinha dorsal da infraestrutura global de comunicações. Atualmente, existem mais de 400 cabos submarinos em serviço em todo o mundo e até 2025 serão 445. Portugal detém uma posição única no contexto do desenvolvimento das comunicações a nível mundial: beneficia de uma posição geográfica estratégica com os seus 5 centros de amarração (Sines, Sesimbra, Seixal, Lisboa e Carcavelos) de cabos submarinos que ligam a Europa à África e às Américas, e possui inúmeras rotas de comunicações terrestres que permitem e potenciam as ligações da Península Ibérica ao Norte da Europa”, diz Carlos Jesus.

“Temos, por isso, um papel fulcral a desempenhar na diversificação da conectividade e no que diz respeito a evitar a saturação das redes. Além disso, o nosso país é uma verdadeira porta de entrada para a Europa, uma via direta de acesso das empresas de todo o mundo a um mercado de mais de 750 milhões de potenciais consumidores,” afirma o country manager da Colt Portugal e VP Global Service Delivery da Colt, citado em comunicado.

Com duas redes de área Metropolitana (MAN – Lisboa e Porto) em Portugal, 830 quilómetros de rede de fibra ótica, 1.700 quilómetros adicionais de rede de longa distância através da sua IQ Network, ligando mais de 777 edifícios, 12 centros de dados, a Colt liga mais oito parques industriais em Lisboa, Porto, Oeiras, Sintra, Vila Nova de Gaia e Maia.

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