Luso-irlandesa Luminate Medical recebe 2,8 milhões de investimento ‘seed’. Vai recrutar

Luminate Medical pretende "completar os ensaios clínicos do seu dispositivo Lily na Europa e nos Estados Unidos em 2022 e 2023, bem como para acelerar a expansão da sua equipa de I&D.

A Luminate Medical, startup de saúde luso-irlandesa que desenvolve dispositivos médicos que eliminam os efeitos secundários do tratamento do cancro – como a queda de cabelo provocada pela quimioterapia, fechou uma ronda seed de 2,8 milhões de euros. Financiamento captado será usado para completar os ensaios clínicos na Europa e Estados Unidos e acelerar a expansão da sua equipa de I&D. Pretende contratar até 42 pessoas nos próximos cinco anos.

“A nossa missão é revolucionar a experiência do utilizador dos cuidados de saúde. Fazemo-lo através da criação de dispositivos médicos com uma abordagem de ‘paciente-primeiro’ e focados nas necessidades que verdadeiramente interessam aos pacientes. Esta ronda de financiamento irá permitir-nos completar os ensaios clínicos do nosso dispositivo inovador Lily e acelerar o seu lançamento no mercado e o impacto no paciente em 2024″, afirma Bárbara Oliveira, cofundadora e CTO da Luminate Medical, citada em comunicado.

“Além de alcançarmos estas metas, continuamos a expandir a nossa equipa de classe mundial de I&D na Europa, com várias vagas disponíveis em engenharia, regulamentação e qualidade. Estamos ativamente à procura de candidatos em Portugal que queiram acelerar a sua carreira em engenharia biomédica e ajudar a tornar realidade a nossa visão de cuidados de cancro centrados no paciente“, refere ainda a responsável.

A Luminate Medical emprega atualmente nove pessoas em R&D, Quality e Regulatory. “A Luminate pretende recrutar até 42 pessoas nos próximos cinco anos à medida que começarmos a desenvolver produtos adicionais para mitigar mais efeitos secundários da quimioterapia, para além da queda de cabelo. Essas contratações serão distribuídas pela áreas de Sales, R&D, Software, Clinical e Regulatory, por isso há enorme potencial para modelos de trabalho distribuído, permitindo-nos recrutar substancialmente em Portugal”, adianta Bárbara Oliveira à Pessoas.

A ronda de financiamento teve como principais investidores a portuguesa Faber, a Elkstone Capital e a SciFounders, entre outros.

Criada em 2018 pela investigadora portuguesa Bárbara Oliveira, pelo professor Martin O’Halloran e por Aaron Hannon quando estavam a fazer a investigação de dispositivos médicos na Universidade Nacional da Irlanda, a Luminate Medical foi, em 2021, financiada pelo acelerador americano Y Combinator e, mais tarde, pelo Fundo de Inovação Tecnológica Disruptiva da Irlanda.

A startup da área de saúde está a desenvolver o Lily, um dispositivo portátil que protege os folículos capilares dos efeitos da quimioterapia, com maior conforto para os pacientes, sem necessidade de permanecerem em clínica depois dos tratamentos.

Com este financiamento, a Luminate Medical pretende “completar os ensaios clínicos do seu dispositivo Lily na Europa e nos Estados Unidos em 2022 e 2023, bem como para acelerar a expansão da sua equipa de I&D com vagas em engenharia biomédica, análise de elementos finitos e em conceção de dispositivos médicos, estando atualmente a recrutar em Portugal.”

Com base nos ensaios clínicos, a startup irá avançar junto da FDA para a autorização do produto em 2023.

(notícia atualizada às 15h48 com os objetivos de recrutamento)

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