Inflação na energia abranda pela primeira vez em mais de meio ano

Variação de preços nos produtos energéticos abrandou em comparação com julho de 2021 e face a junho de 2022. Preços dos combustíveis têm caído há várias semanas consecutivas.

A inflação homóloga nos preços dos produtos energéticos abrandou pela primeira vez em 2022. É preciso recuar ao final do ano passado para assistirmos a uma desaceleração nos custos com a energia, segundo os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em julho, o índice de preços no consumidor (IPC) para produtos energéticos aumentou 31,19% em relação ao mesmo mês de 2021. No entanto, esta variação foi inferior à registada em junho de 2022 (31,66%).

A última vez que tal tinha acontecido fora em dezembro de 2021. No último mês do ano passado, a variação homóloga nos preços foi de 11,18%; em novembro, a mexida nos preços dos produtos da energia tinha sido de 14,14%.

A diminuição do preço dos combustíveis tem contribuído para o abrandamento dos custos da energia. No mês de julho, tem diminuído a fatura com gasolina e o gasóleo, por conta da redução da cotação do petróleo (em dólares) nos mercados internacionais. Apenas a desvalorização do euro tem evitado maiores impactos da descida do ‘ouro negro’ junto dos automobilistas.

Na variação de mês para mês (em cadeia) dos preços dos produtos energéticos, também registou-se um abrandamento: de junho para julho, o aumento foi de 1,05%, o que compara com os 4,58% verificados entre maio e junho. Contudo, este abrandamento já fora registado três vezes neste ano: de janeiro para fevereiro; de março para abril; e de abril para maio.

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