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Trabalhadores do Público exigem à administração proposta de aumentos salariais

  • Lusa
  • 7 Março 2024

Os trabalhadores exigem que a empresa "desenvolva com urgência um horizonte de valorização profissional que responda de forma efetiva à prolongada ausência de aumentos remuneratórios".

Os trabalhadores do jornal Público, reunidos em plenário na quarta-feira, consideram essencial que a empresa garanta aumentos salariais este ano face “à prolongada ausência” de atualizações remuneratórias e à subida do custo de vida.

Perante o forte sinal de descontentamento que acreditamos sairá da greve [geral de jornalistas] de 14 de março de 2024, o plenário de trabalhadores convida o Conselho de Administração a apresentar uma proposta de aumentos salariais, para apreciar num próximo plenário”, pode ler-se num documento com a posição coletiva dos trabalhadores do Público a que a Lusa teve acesso.

No documento, entregue esta tarde à administração presidida por Ângelo Paupério, os trabalhadores exigem que a empresa garanta atualizações gerais do salário-base e “desenvolva com urgência um horizonte de valorização profissional que responda de forma efetiva à prolongada ausência de aumentos remuneratórios”.

O Conselho de Administração não pode ignorar situações de precariedade, algumas das quais perduram há décadas, salários próximos da retribuição mínima em pessoas que trabalham no Público quase desde a sua fundação, e não só, as disparidades entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções e a estagnação de há décadas”, realçam.

Os trabalhadores referem ainda que a elevada inflação nos últimos três anos, de 13,4%, “torna urgente” que o Conselho de Administração do jornal “tome medidas duradouras, capazes de inverter a perda real remuneratória das últimas décadas”.

“Tendo em conta a responsabilidade social da Sonae [acionista do Público] e as ameaças que se colocam hoje às democracias, a invocação sucessiva de resultados negativos da empresa não pode justificar, como tem justificado nos últimos 20 anos, a ausência de uma estratégia de aposta na valorização dos jornalistas, que devem ser respeitados e são, indiscutivelmente, parte da solução e não a origem do problema”, afirmam os trabalhadores.

Em 19 de fevereiro, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) marcou uma greve geral para 14 de março contra os baixos salários, precariedade e degradação das condições de trabalho do setor, a primeira em mais de 40 anos.

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