Tecnológica Opensoft fatura 8,2 milhões e vai pagar um salário extra este ano
Negócio cresceu devido aos contratos nos PALOP, onde o CEO antevê mais negócios a chegar este ano relacionados com a tecnologia por detrás dos portais de serviços para os cidadãos.
A tecnológica portuguesa Opensoft vai “dividir” o melhor resultado de sempre com os trabalhadores. A empresa de software, consultoria digital e cibersegurança terminou 2024 com um volume de negócios de 8,2 milhões de euros e decidiu que cada colaborador iria receber um ordenado adicional este ano, avançou o CEO ao ECO.
Rui Cruz explicou que o negócio se desenvolveu devido ao mercado internacional, sobretudo nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), de onde projeta mais contratos relacionados com serviços informáticos do Estado. “Cabo Verde, que é onde estamos atualmente com uma maior presença, mas também outros mercados como Moçambique ou Guiné Equatorial, onde também temos em perspectiva oportunidades e contamos ainda em 2025 ter projetos em curso”, conta.
A faturação registada pela Opensoft no ano passado significa um aumento de 30% em relação ao ano anterior e representa a faturação mais elevada em duas décadas de história.
“Foi um ano muito positivo. Este crescimento teve essencialmente a ver com o crescimento nos serviços prestados na área da Administração pública quer nacional quer internacional, bem como nos serviços para a área da banca e outros interligados com a venda de produtos que também temos em termos de licenciamento”, assinala Rui Cruz.
A empresa tem neste momento 105 colaboradores e conta aumentar a equipa técnica em mais 15 pessoas (engenheiros de software, analistas e gestores de projeto) até dezembro e investir em programas de formação para que os projetos além-fronteiras e potenciais contratos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não ‘escorreguem’ para a concorrência. “Temos um compromisso de alargar a base de serviços que prestamos e desenvolvermos soluções e portais com maior complexidade e com um volume grande de utilizadores”, reforça o CEO.
Negócio internacional deverá crescer 15%
Apesar de Portugal ser o país onde (ainda) tem o maior número de contratos e os PALOP estarem bastante longe da inquietação com a Inteligência Artificial (IA), o negócio internacional da Opensoft deverá crescer 15% até ao final deste ano.
A tecnológica com sede em Lisboa foi responsável por criar a “Fatura da Felicidade” para incentivar os cabo-verdianos a pedirem faturas com número de contribuinte e, assim combater a economia paralela e a evasão fiscal. Ademais, implementou a Chave Móvel Digital (CMD) no arquipélago africano, um meio de autenticação e assinatura digital – semelhante à CMD portuguesa – que dá acesso a portais da Administração Pública, como Finanças ou Segurança Social, em permite assinar documentos oficiais online.
“No próximo ano, em Cabo Verde e em Moçambique, também teremos novos portais de prestação de serviços ao cidadão, mas ainda não posso adiantar muito, porque estão em concretização”, afirma o CEO, esclarecendo que decorre um processo de “exploração da área comercial” nas restantes geografias.
“Quem sabe este ano também finalizemos alguns projetos que temos em curso nestes mercados internacionais ligados à Administração Pública. Temos serviços relacionados com as trocas internacionais de volume de informação, a faturação eletrónica, os portais transacionais com serviços a disponibilizar aos cidadãos para simplificar o dia a dia das pessoas…”, exemplificou o gestor, em declarações ao ECO.
Em Portugal, a Opensoft instalou uma ferramenta digital chamada Lightweightform durante o processo de atualização tecnológica da aplicação de recolha de declarações de IRS para a Autoridade Tributária.
“Continua a ser onde temos maior presença. O que vemos no mercado português é que o setor tecnológico está neste momento muito focado na IA e nos serviços ligados à segurança da informação. Já desenvolvemos algumas provas de conceito de IA que estamos a utilizar internamente e queremos potenciá-las na nossa oferta nacional”, diz Rui Cruz. Estão e experimentar modelos chineses? Não, de origem ocidental, sem detalhar a(s) marca(s).
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