Ex-atleta do Sporting levanta 1,2 milhões para ‘acelerar’ análises ao sangue com inteligência artificial

A healthtech tem a decorrer vários pilotos, um deles com a Glintt. E está a recrutar. Até ao final do ano contam chegar com a sua solução no mercado.

Tiago Costa, fundador e CEO da BloodFlow (ao centro).

A BloodFlow levantou 1,2 milhões de euros para escalar comercialmente a solução que usa inteligência artificial para fazer a interpretação das análises de sangue, assim como aumentar as equipas técnicas e avançar com certificações médicas. A healthtech tem a decorrer vários pilotos, um deles com a Glintt. Até ao final do ano, estimam entrar com a solução no mercado.

“Fui nadador de alto rendimento durante mais de 10 anos [no Sporting Clube de Portugal], durante este percurso. Como atletas somos imensamente testados para verificar se está tudo bem e o que é preciso ajustar. E foi nesta altura que comecei a deparar-me com o problema que existia na dificuldade que os médicos tinham de interpretar os exames com todo o seu contexto. Tinham sempre de estar à procura dos dados pelos sistemas completamente fragmentados, procurar exames anteriores, ver o que tinha escrito nos relatórios anteriores”, lembra Tiago Costa, fundador e CEO da BloodFlow.

“Tudo isto era só uma distração para fazerem o que deveriam estar a fazer que é atender-me e dar-me a melhor atenção possível e tratamento. Então comecei a pensar como podia ser resolvido este problema com as ferramentas que temos disponíveis hoje em dia. E daí a ideia e a solução foi crescendo para o que é hoje em dia”, sintetiza, em declarações ao ECO.

O projeto do que agora é a BloodFlow começou a ser desenhado no quarto, em casa dos seus pais, enquanto terminava o último ano de licenciatura em Engenharia Informática, com experiência em desenvolvimento de software e inteligência artificial, e trabalhava a tempo inteiro. A solução aplica a IA à interpretação de análises de sangue, através de uma API pública integra-se diretamente nos sistemas clínicos existentes, automatizando processos manuais e dando aos médicos acesso imediato a informação crítica.

Fundada em outubro de 2024, a startup, incubada na Unicorn Factory Lisboa, acaba de levantar 1,2 milhões numa ronda seed liderada pela 3xP Global, através do Health Innovation Fund, com a participação ativa de Raúl G. Saraiva, Chief Scientific Officer da 3xP Global, que se junta à BloodFlow como diretor não executivo.

“O investimento será usado para escalar a equipa técnica, avançar com certificações médicas e acelerar o crescimento nacional e internacional da solução, com foco em integrações clínicas e validações científicas”, refere ainda a startup.

Lançamento comercial até final do ano

Com esta ronda, a equipa irá crescer. “Vamos ter um aumento grande na equipa já de imediato. Estamos à procura de um Head of Engineering, Head of Quality & Regulatory, um Full Stack Engineer, um Documentation & Quality Associate e dois Machine Learning Engineers.

Neste momento, a startup está envolvida em vários pilotos, entre os quais “um estudo clínico de larga escala com a 2CA Braga onde iremos recolher 100.000 perfis clínicos para treino e desenvolvimento do modelo” e um outro com a Glintt.

“O nosso piloto (e acordo comercial que estamos a desenvolver) com a Glintt é fulcral para a nossa estratégia de negócio. Como toda a nossa solução se integra diretamente com sistemas eletrónicos de saúde já existentes nos hospitais e clínicas o nosso maior fator para crescer rápido é a distribuição”, explica o fundador. Com a Glintt têm acesso aos clientes que já os seus sistemas de EHR (registo eletrónico de saúde), em Portugal e Espanha.

“No nosso roadmap está planeada a entrada no mercado já no fim deste ano”, adianta o empreendedor.

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