Autoconsumo cresce 57% ao ano desde 2021
A energia autoconsumida representou quase 3% do consumo final de energia elétrica em 2024, de acordo com o regulador dos serviços energéticos.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) nota que “a tendência de crescimento do autoconsumo em Portugal continental se acentuou significativamente nos últimos anos”. Desde 2021, o número de unidades de produção para autoconsumo (UPAC) aumentou 44% ao ano, enquanto a potência instalada cresceu, em média, 57% ao ano.
Estes dados constam do recém-lançado Relatório Autoconsumo de Energia Elétrica de 2024, da autoria do regulador. O número de autoconsumidores de eletricidade em Portugal continental totalizava, no final de 2024, cerca de 237 mil, registando-se uma potência instalada de 1,8 GW em UPAC, maioritariamente com tecnologia fotovoltaica. Estes valores comparam com o objetivo do PNEC 2030 fixados em quase 6 GW, ficando a pouco menos de um terço.
O relatório, que tem por base a informação reportada pelos operadores de rede e publicada pela Direção-Geral de Energia e Geologia, refere ainda que a energia autoconsumida representou quase 3% do consumo final de energia elétrica em 2024.
Por seu turno, cerca de 27% da energia produzida para autoconsumo foi injetada na rede elétrica de serviço público (536 GWh), como excedente, dos quais 43% foram vendidos em mercado. Esta é uma realidade que se verifica quando o consumo interno não absorve totalmente a produção da UPAC, resultando assim em injeção de energia para a rede.
A partilha da energia produzida em autoconsumo coletivo, por várias instalações de consumo geograficamente próximas das UPAC, também evoluiu. No entanto, apenas em 2023 foram registados os primeiros casos de autoconsumo coletivo. Contam-se 331 acordos de partilha, envolvendo 1.352 consumidores participantes em final de 2024 em Portugal Continental.
Nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, vigoram regimes de autoconsumo muito semelhantes ao do continente. “O crescimento do autoconsumo nessas regiões é igualmente muito significativo”, escreve a entidade reguladora.
No que respeita ao benefício económico para o autoconsumidor, esse dependerá de vários fatores específicos, entre os quais, a sua capacidade em deslocar consumos para as horas de produção disponível, evitando consumos da rede e os respetivos custos de acesso às redes.
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