Greenvolt conclui injeção de capital de 150 milhões de euros
Com a entrada final de 50 milhões de euros da KKR, a Greenvolt fecha o reforço de 150 milhões e acelera projetos em biomassa, utility-scale e armazenamento elétrico.
A Greenvolt concluiu esta quinta-feira a segunda fase do aumento de capital de 150 milhões de euros, anunciado em julho, com o registo da entrada de 50 milhões de euros por parte do fundo norte-americano KKR. Esta operação eleva o capital social da empresa liderada por João Manso Neto para mais de 917 milhões de euros.
Segundo o comunicado oficial enviado esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), “foi realizada a entrada em dinheiro exigível no montante de 50 milhões de euros por parte do acionista GVK Omega, SGPS, Unipessoal, Lda”, a entidade através da qual a KKR detém a participação na Greenvolt.
Esta entrada de capital representa a conclusão de um plano estratégico desenhado em duas fases. A primeira, no valor de 100 milhões de euros, foi executada no início de agosto, enquanto a segunda fase, agora concretizada, “poderá ser efetuada até 30 de setembro de 2025”, como tinha sido anteriormente anunciado, refere a empresa num comunicado ao mercado.
O reforço financeiro da KKR destina-se a acelerar o crescimento da Greenvolt nos seus três segmentos de negócio: Biomassa Sustentável, projetos de grande escala (Utility-Scale) e Geração Distribuída. O foco principal recai nas soluções de armazenamento com baterias, área onde o grupo se posiciona como “um dos líderes europeu”, com projetos já em construção na Polónia, Reino Unido e Hungria, destacava a empresa num comunicado enviado ao mercado no final de julho.
Após ter adquirido o controlo total da empresa por uma oferta pública de aquisição concluída em outubro de 2024, retirando-a da bolsa de Lisboa, o fundo norte-americano tem reforçado consistentemente o capital da empresa.
“Este aumento de capital faz parte de um percurso que temos vindo a construir com o nosso acionista e que reforça, uma vez mais, o seu compromisso com a estratégia da Greenvolt”, declarou João Manso Neto, CEO do grupo, também em julho. O objetivo é “acelerar a capacidade de execução” e consolidar a posição como “um dos players de referência na transição energética”.
A operação agora concluída insere-se numa estratégia mais ampla da KKR na Greenvolt. Após ter adquirido o controlo total da empresa por uma oferta pública de aquisição concluída em outubro de 2024, retirando-a da bolsa de Lisboa, o fundo norte-americano tem reforçado consistentemente o capital da empresa.
A Greenvolt registou vendas de ativos superiores a 500 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, através da sua estratégia de rotação de ativos, incluindo a venda de um portefólio eólico e solar em Espanha por 195 milhões de euros. Esta liquidez, combinada com o novo capital da KKR, reforça a capacidade da empresa para “financiar o próximo ciclo de investimento no mercado global, onde opera em 20 geografias na Europa, América do Norte e Ásia.
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