Mais de 60% dos contratos de prestação de serviços no Estado são à tarefa
No primeiro semestre do ano, mais de metade das contratações celebradas foram para execução de trabalhos excecionais. Idade média dos funcionários públicos estabilizou nos 48,4 anos.
Nos contratos de prestações de serviços, o Estado preferiu a modalidade de tarefa, isto é, para execução de trabalhos excecionais, em 61,1% dos casos em detrimento da modalidade de avença, segundo o boletim estatístico do emprego público relativo ao primeiro semestre de 2025, publicado esta quinta-feira no site da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).
“No primeiro semestre de 2025, os contratos de prestações de serviços foram celebrados maioritariamente (61,1%) na modalidade de tarefa. Esta modalidade predominou nas entidades da administração central e administração regional da Madeira, enquanto nas entidades da administração local foi maior o número de prestadores de serviços com contratos de avença (51,0% do total)”, de acordo com o mesmo relatório.

Trata-se de um aumento dos contratos à tarefa em comparação com o semestre homólogo de 2024, quando 59,3% do total dos vínculos foram celebrados nesta modalidade, de acordo com o boletim respetivo.
Os contratos de tarefa dizem respeito à “execução de trabalhos específicos, de natureza excecional”, sendo que “o contrato não pode exceder o termo do prazo contratual inicialmente estabelecido”, segundo a definição da DGAEP.
Já o contrato de avença, mais longo no tempo, é celebrado quando “o objeto do contrato for a execução de prestações sucessivas no exercício de profissão liberal, com retribuição certa mensal”, de acordo com DGAEP. “O contrato pode ser feito cessar, a todo o tempo, por qualquer das partes, com aviso prévio de 60 dias e sem obrigação de indemnizar”, indica ainda a mesma entidade.
Idade média dos funcionários públicos estabiliza nos 48,4 anos
“Entre dezembro de 2011 e junho de 2025 a idade média aumentou 4,8 anos, de 43,6 anos para 48,4 anos”, de acordo com o mesmo relatório. Já no final do ano passado, a idade tinha avançado para 48,4 anos, o que sinaliza uma interrupção no envelhecimento dos funcionários do Estado.
O boletim da DGAEP indica que “a idade média estimada aumentou em todas as carreiras, com exceção das carreiras médica e de investigação científica”.
“Em junho de 2025, as carreiras de oficial dos registos e notariado (57,5 anos), administração tributária e aduaneira (54,7 anos) e dirigente superior (54,4 anos), apresentavam as idades médias mais elevadas”, lê-se no mesmo relatório.
Em sentido inverso, “as carreiras das forças armadas (34,5 anos), de bombeiro (40,7 anos) e médica (41,1 anos) detinham as idades médias mais baixas”, de acordo com o mesmo gabinete estatístico.
O boletim mostra ainda que a maioria (66,6%) dos postos de trabalho era preenchida por trabalhadores com idade igual ou superior a 45 anos.
“A análise da estrutura etária por subsetor revela que o emprego na administração central tem médias etárias mais baixas (35,2% dos trabalhadores tinham menos de 45 anos), enquanto na administração local, na administração regional da Madeira e nos fundos da Segurança Social tinham maior proporção os escalões etários com 45 e mais anos”, de acordo com o mesmo relatório.
Trabalhadores com deficiência mais do que duplicaram
O número de postos de trabalho no Estado ocupados por funcionários com uma incapacidade permanente igual ou superior a 60% “mais que duplicou, passando de 11.918 para 25.721“, entre dezembro de 2011 e junho de 2023, indica o boletim.
“Neste período, o aumento do número de postos de trabalho ocupados por trabalhadores com deficiência verificou-se em todos os subsetores, destacando-se a administração central, em termos absolutos e percentuais”.
(Notícia atualizada às 18h51)
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